quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Projeto Nação X - Identidade Étnica Cabocla - CABOCLOS, SERTANEJOS, mamelucos, caiçaras, cariocas, gaúchos, capixabas, tinguis, potiguaras, barés, caipiras, matutos, sertanejos, sertanistas...




Projeto Nação X - Identidade Étnica Cabocla

Tipo de CABOCLOS



Para começo de conversa!
Veja, ouça e analise!


"Após propostas para caboclos e outros mestiços serem todas excluídas por militantes do PT e PCdoB, numa atitude de desrespeito às leis do Estado do Amazonas, a presidente do Movimento Nação Mestiça e do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Manaus, Elda Castro, foi agredida durante a III Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Amazonas (III Ceprir-AM), realizada ontem (30) na Assembleia Legislativa do Estado. .."

Objetivo Geral: Inserir nas universidades, nas pesquisas e concursos públicos do Brasil a opção, que se referi à Etnia, CABOCLA, pois a identidade é algo que deve ser auto definida, e é um direito inerente à personalidade da pessoa e sua individualidade. 
Eu escolho, você escolhe!


Políticas Públicas de Eliminação da Identidade Mestiça - vídeo do Power Point

Questão fundamental: PARDO não é etnia, Pardo é raça mestiça, híbrida, e gera uma confusão na identificação das regionalidades brasileiras, portanto não pode ser usada como opção. por trás da categoria PARDO há uma questão política profunda sobre a realidade da sociedade brasileira que deve ser corrigida. Assim como por trás da categoria NEGRO havia o pejorativo "macaco" e por trás de MULATO havia a "mula", por trás de PARDO, há o pejorativo "moreno corno", por que jaz casado com a PARDA, "morena infiel"!
No Brasil o critério para a definição é a auto-declaração mas ainda assim muitos não sabem como se definir por falta de uma opção adequada!
Palavras-chaves: Pardo, caboclos, indígenas, quilombolas, brasileiros.

Pardo não é negro, pardo é mestiço - https://www.youtube.com/watch?v=7mJgc0kW26c

 

Mapa de Pardos no Brasil.


Você concorda que o Amazonas e o Para são estados de pardos-mulatos, ou seria melhor de caboclos-cafuzos? 



Justificativa:

Antes responda a esta pergunta: Qual é a música mais conhecida no Brasil inteiro: Romaria ou Aquarela do Brasil?
Resposta: Romaria 

 Padre Fábio de Melo - Romaria

Você nunca desconfiou que o Brasil, mulato isoneiro, foi uma jogada de Marketing para "vender" o Brasil e as nossas terras!? 

CARMEN MIRANDA - BRAZIL (Aquarela Do Brasil)


Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro no STF contra cotas raciais e discriminação a mestiços: https://www.youtube.com/watch?v=5lpzS1rK4mk


PARDO não é etnia, Pardo é raça mestiça, híbrida, e gera uma confusão na identificação das regionalidades brasileiras, portanto não pode ser usada como opção nos questionários, quando se refere à etnia ou à cor da pele. 
O receio, dúvida ou medo de muitas pessoas se declararem CABOCLAS é um reflexo da ideia que perdura há séculos em nosso pais e que vê nos PARDOS como algo ruim ou inferior ao branco e também inferior ao nego. Assim ninguém quer ser associado a algo que a ideologia dominante vê, julga e trata todos os dias como algo inferior, um mestiço, que deve ser excluído. Essa ideia é tão terrível que até mesmo os próprios caboclos muitas vezes não se veem como tal, mesmo usando a categoria "caboco" para designar os da sua região, "parente". Estas linhas serão escritas para que você CABOCLO ou CABOCLA que está lendo e fica na dúvida se é pardo ou moreno porque se acha MESTIÇO demais para se dizer branco ou claro demais para se dizer negro, não tenha mais dúvida: o que te provoca medo e te impede de encher a boca com todo orgulho e dizer “sou caboclo brasileiro” é uma coisa chamada RACISMO REGIONALISTA!
No Brasil o critério para a definição é a AUTO-DECLARAÇÃO mas ainda assim muitos CABOCLOS não se reconhecem como tais, entenda porque:
LEI Nº 12.990, DE 9 DE JUNHO DE 2014. "Art. 2o Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.


Mapa de pardos e negros no Brasil

Onde ficaram os cabocolos?!

 
Povo mestiço defende seu direito originário à terra contra bantustões federais

Na própria famosa carta de Pero Vaz de Caminha, os índios foram chamados de "PARDOS": "Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel". Fica muito claro nessa passagem que o termo "pardo" faz referência aos indígenas e não a mestiços de branco com negro! Fato!
O manual do IBGE define o significado atribuído ao termo como pessoas com uma mistura de cores de pele, seja essa miscigenação mulata (descendentes de brancos e negros), CABOCLA (descendentes de brancos e ameríndios), cafuza (descendentes de negros e indígenas) ou MESTIÇA.
Historicamente, "pardo" foi usado como sinônimo de um sistema de castas usado na América de colonização espanhola entre os séculos XVI e XVIII. O termo era mais utilizado em pequenas áreas da América Hispânica que tinham sua economia baseada na escravidão durante a era colonial.
Além disso, o percentual de pardos é o que mais cresce na população brasileira. Em 2000, por exemplo, apenas 38,4% dos brasileiros que se autodeclaravam pardos,[23] enquanto em 2006 o índice passou para 42,6% e, em 2009, para 44,2% da população total do país.
A historiadora Maria Leônia Chaves de Resende dá vários exemplos para o emprego da palavra pardo quanto a pessoas de origem indígena em Minas Gerais: um Manoel, filho natural de Ana carijó, foi batizado como 'pardo'; em Campanha diz ter encontrado vários registros onde índios foram classificados como 'pardos'; informa, por exemplo, que os índios João Ferreira, Joana Rodrigues, e Andreza Pedrosa foram classificados como 'pardos forros'; um Damaso se declarou 'pardo forro' do 'gentio da terra'; etc. Informa, assim, que os termos pardo e mestiço teriam sido usados para descrever inclusive os próprios índios.
Portanto, o emprego histórico da palavra pardo nem sempre significou apenas mulato. Basta uma leitura atenta dos testamentos e documentos do período colonial. Diogo de Vasconcelos, conhecido historiador mineiro, relata o caso de Andresa de Castilhos, conforme informação contida em testamento do século XVIII: "Declaro que Andresa de Castilhos, mulher parda, que tem assistido comigo há muitos anos, de quem tive três filhas, é forra por três sentenças e por uma carta de alforria [...] por ser esta mulher uma parte descendente de gentio da terra [...] Declaro que a dita Andrea de Castilhos é filha de homem branco e de mulher neófita".

As últimas evidencias de que o Brasil é um país de caboclos-indígenas está no Filme Xingu.  A constatação que eles fazem na década de 40 ao chegarem ao Xingu é que o Brasil ainda era um país de indígneas-caboclos. Isto é um fato histórico-antropológico. 


“Essa terra já tem dono”. A frase foi citada diversas vezes pelos irmãos Villas Bôas, Orlando (1914-2002), Cláudio (1916-1998) e Leonardo (1918-1961), diante de políticos, militares e governantes, enquanto desbravavam o interior do Brasil. A ocasião era o início da década de 1940, quando os irmãos sertanistas estabeleceram contatos com povos indígenas ao entrarem em terras até então desconhecidas, no período que o País ainda caminhava rumo a ocupação da imensidão do território nacional.

O contexto do filme em que o Brasil estava inserido nesta época, segundo explica Orlando Villas Bôas Filho, era durante a Segunda Guerra Mundial e sua capital era o Rio de Janeiro. “Ainda era (o Brasil) um país litorâneo, não havia propriamente ocupado o seu território e era pressionado externamente por essa ocupação", portanto a única miscigenação efetiva que ocorreu antes de 1940 foi a efetuada pelas bandeiras e entradas. O país estva sendo contestado pela sua soberania nacional, por não ocupar a totalidade territorial que lhe pertencia”, diz o filho do sertanista Orlando Villas Bôas.

Foi nesta condição que o então presidente da República, Getúlio Vargas, estabeleceu a “Marcha para o Oeste”, um projeto amplo de colonização no País. “Este projeto não tinha preocupação nenhuma com a questão indígena, não figurava em sua agenda original, era simplesmente de colonização para garantir a soberania brasileira”, conta Orlando Filho. 


De acordo com o antropólogo Almeida (2008) "Decreta-se arbitrariamente o “fim do caboclo” e das formas de uso comum de florestas, campinas, beiras e igarapés, lagos e rios, ou seja, das chamadas “terras firmes” e das “várzeas.” Mesmo os conflitos sociais pela terra, agravados a partir de 1969, que abalam toda a Amazônia, não logram uma mudança nos traços essenciais desta ação governamental."
A equação era simples. A finalidade das políticas de “ocupação racional” e de “exploração racional dos recursos” sugeria uma reação à “degradação”, que era vista inicialmente como “normal.” Quem teria, entretanto, provocado esta “degradação”? Em conformidade com o discurso dos planejadores quem tinha e tem provocado esta “degradação” seria o “conhecimento primitivo” dos caboclos, o “conhecimento selvagem” dos indígenas que não podem competir com a racionalidade da ciência das potencias europeias e das grandes empresas, cujo resultado maior consistia na "eficácia" na implantação de seringais cultivados nas suas plantations asiáticas. A ação do Estado surgia, naquele contexto, para “valorizar” o que “degradado” ou “decaido”, reparando idealmente perdas, daí a insistência em frisar a “valorização da Amazônia” em detrimento da cultura cabocla. Este esquema estratégico foi reproduzido, de certo modo, durante a ditadura militar (1964-1985), quando se louva uma ação empresarial para "dinamizar" a economia amazônica, tratando o conhecimento local como “atrasado” e distante da racionalidade industrial; quando se acentuava o discurso da “integração” ou da incorporação dos mais “selvagens” e “primitivos”, incluindo naqueles os caboclos aos supostos benefícios da industrialização e quando se define que o “extrativismo morreu”, facilitando as transações comerciais de venda de seringais, castanhais e babaçuais no mercado de terras para projetos agropecuários e de commodities minerais e agrícolas, que usufruem de incentivos fiscais e creditícios da sudam e do basa. Sob este viés autoritário todas as categorias sociais deviam convergir para “colonos”, de acordo com os planejadores, enquanto que os chamados “posseiros”, recentes ou antigos devem ter disciplinada sua forma de exploração com um uso dos recursos cada vez mais aproximado do modelo de um campesinato de base parcelar.
No relatório de Rondon ([1823] 1979), as terras pertencentes ao aldeamento de São João Batista de Peruíbe ficaram à disposição de usufrutuários. Em 1851, alguns moradores obtiveram títulos de propriedade das glebas que ocupavam. Já no ano de 1856 ou 1857, as referidas terras foram reintegradas à Igreja. Em relação à situação dos indígenas que viviam naquela região, o autor apenas menciona que estes foram integrados a sociedade local através da miscigenação. 

Mapa comparativo entre a população branca e negra no Brasil.


Localize a maior concentração de negros, logo nestes estados deveriam estar a maior concentração de PARDOS-MULATOS!

Considerava-se que os chamados “índios aldeados”, juntamente com seus filhos que tiveram ao se casarem com os luso-brasileiros que viviam nas adjacências dos aldeamentos, não poderiam ser mais vistos como indígenas, mas sim integrados à sociedade local. Deste modo, ao serem apartados da qualidade de indígenas, a população de índios aldeados estariam desamparados do conjunto de leis que garantia o mínimo de proteção. 

Os méritos de Darcy Ribeiro decorrem de ter sido o primeiro autor que discutiu o “problema indígena” (“problema” para quem?!) de uma forma ampla, e por sua explícita posição política em denunciar as opressões sobre os índios na História do Brasil, o que tornou as ideias do antropólogo bastante conhecidas. Apesar de suas ideias superadas sobre o extermínio dos povos indígenas como “vítimas” do inevitável “progresso”, o livro Os índios e a civilização, com várias edições, por sua quantidade de informações e dados continua sendo uma leitura necessária e até obrigatória para uma visão global sobre os povos indígenas no Brasil.

  
O Povo Brasileiro Capitulo9 Brasil Caboclo Darcy Ribeiro



Cabe lembrar ainda que Darcy Ribeiro foi funcionário do SPI, órgão estatal cuja concepção e atuação se fundamentava nos cânones positivistas, na proteção fraternal dos índios, atuando para integrá-los pacificamente ao mundo dos não-índios e portanto concebendo que ser índio era uma condição transitória e não respeitada. Sendo ainda Darcy Ribeiro um grande admirador das ideias e da pessoa do Marechal Rondon o fundador do SPI, a quem o antropólogo dedicou Os índios e a civilização.

Darcy Ribeiro e a causa indígena

A aproximação entre Rondon e Darcy Ribeiro


O antropólogo Darcy Ribeiro ao pesquisar e escrever na Década de 1950 foi bastante influenciado pelas ideias do período Pós-Segunda Guerra Mundial. Era então a partir desse contexto de superação da “barbárie” pela modernidade da “civilização”, que Darcy Ribeiro denunciou as violências da colonização portuguesa, do Estado brasileiro, e pensou sobre os índios na História do nosso país.
São bastante conhecidas as concepções de genocídio e etnocídio sobre a história dos povos indígenas no Brasil, ou seja, as ideias do desaparecimento e o extermínio de povos e culturas indígenas, enfatizadas por Darcy Ribeiro. O autor também advogou as “etapas da integração”, para os povos indígenas existentes nas áreas mais antigas da colonização portuguesa, a exemplo do Nordeste. As categorias de índios “integrados” e de “grau de integração na sociedade nacional” foram atribuídas aos grupos indígenas que se encontravam no século XX “ilhados em meio à população nacional”, como também a ideia da aculturação e assimilação dos índios com a incorporação na chamada sociedade nacional.

Você sabia que a Elba Ramalho, Alceu Valença e Zé Ramalho se autentificam como CABOCLOS!? Como assim, em que planeta tu vive?! Em Pandora?! 

Globo Repórter - Miscigenação [1995] (parte 1/2)

Globo Repórter - Miscigenação [1995] (parte 2/2)


A lei número 6.001/73, a partir dos trabalhos de Darcy Ribeiro passou a classificar os índios em isolados, em vias de integração e integrados, e como estes "índios integrados" foram classificados pelo IBGE?!

Estão na categoria “integrados” os índios incorporados à comunhão nacional e reconhecidos no pleno exercício dos direitos civis, ainda que conservem usos, costumes e tradições característicos da sua cultura. Tal classificação não foi recepcionada pela CF/88. No sentido de adequar a norma de regência dos direitos dos índios com a Constituição, apresenta-se três projetos na Câmara Federal.

Tal conceito é consentâneo com a definição adotada pela Lei 6.001/1973, que dispõe sobre o Estatuto do Índio, em seu artigo 4º, verbis:
Art. 4º Os índios são considerados:
I - Isolados - Quando vivem em grupos desconhecidos ou de que se possuem poucos e vagos informes através de contatos eventuais com elementos da comunhão nacional;
II - Em vias de integração - Quando, em contato intermitente ou permanente com grupos estranhos, conservam menor ou maior parte das condições de sua vida nativa, mas aceitam algumas práticas e modos de existência comuns aos demais setores da comunhão nacional, da qual vão necessitando cada vez mais para o próprio sustento;
III - Integrados - Quando incorporados à comunhão nacional e reconhecidos no pleno exercício dos direitos civis, ainda que conservem usos, costumes e tradições característicos da sua cultura.
De acordo com Cardoso de Oliveira (1996: 83), ao estudar o caso dos Tukuna, o “índio integrado” se tornou o caboclo “[…] (a seu mando) na periferia da sociedade nacional, […]” e pode ainda ser visto como “[…] como o resultado da interiorização do mundo do branco […] dividida em que está sua consciência em duas: uma voltada para seus ancestrais, outra para os poderosos homens que o circundam.” Algo próximo da ideia nativa de "caboclo", um personagem concebido como "integrado", inclusive no sentido em que a ele, embora marginal, não se deve reconhecer - nem se legitimar a pretensões de distintividade étnica e de seus direitos.
Índios miscigenados e totalmente integrados à civilização nacional, que gozam de plenos direitos civis, são responsabilizados como qualquer cidadão brasileiro pelos atos praticados e por que não identificá-los como caboclos? Do que adianta a "classificação" como indígena?
"Hoje, a designação de índios integrados, ou em vias de integração ou isolados constitui, quando muito, metodologia interna da Funai para definição de suas políticas públicas. Por consequência, tecnicamente, não se fala mais em índio dessa ou daquela condição de integração, mas simplesmente índio ou não índio". Mas, quais não índios?!
O Código Civil de 1916 os considerava relativamente incapazes, mas o novo Código Civil de 2002 remete a matéria à legislação especial e própria. O Estatuto do Índio proclama que eles ficarão sob tutela da União (FUNAI), até se integrarem a civilização. E o o que aconteceu com os que se integrarem?! A que categorias eles pertencem?! E se alguns deles ou ao menos um deles não quiser ser mais tratado como índiígena, como ele se auto identificará? 

Inferindo-se de Vilar: "O fato de muitas bandeiras conterem índios é interessante, pois na literatura tradicional, se conveniou a ideia de que os bandeirantes fossem apenas brancos, mas na realidade, haviam muitos mestiços, principalmente caboclos ou mamelucos (ambos os termos designam os mestiços de branco com índio), além de haver índios puros mesmo, e em alguns casos mais raros, negros.", o que se subtrai é que o interior do Brasil era e ainda é território caboclo-indígena, com algumas matizes CAFUZAS!

Raízes do Brasil I - https://www.youtube.com/watch?v=etUEsguoUx4&t=42s

Raízes do Brasil I

QUEM SOMOS NÓS?
Esta indagação, provavelmente, uma vez ou outra, já passou pela sua mente e é uma das questões que os Seres Humanos vêm se perguntando desde o alvorecer da civilização e permanece, até hoje, como uma das lacunas a serem preenchidas.
Examinemos o processo que ocorre quando uma pessoa se questiona; "Quem sou eu?", "Qual é o meu verdadeiro eu?, Quem somos nós?” 

Percebe-se que a maioria das pessoas, ao tentar responder a pergunta "Quem sou eu?", fica atônita devido à enorme dificuldade em respondê-la. Poderíamos questionar: por que tanta dificuldade em tomar contato com quem nós, realmente, somos?
Essa dificuldade reside no fato de que raramente buscarmos a essência do que somos. Geralmente, quando respondemos a esta questão, nos defrontamos com a nossa autoimagem, com a concepção que temos de nós mesmos. 

A resposta correta para nós que somos naturais do baixo-amazonas seria: CABOCLO. 


E por que então nos tiraram direito de nos auto identificarmos? Por que nunca reagimos a este fato!? Por que poucas pessoas da nossa região comemoram o dia do Caboclo comemorado em 24 de junho.

Mapa de negros no Brasil




Feministas negras difamam mestiçagem entre índias e brancos e recebem resposta à altura de vereador - https://www.youtube.com/watch?v=XD6yvvQStm4

Limpeza étnica petista contra mestiços no Maranhão - https://www.youtube.com/watch?v=JcE1RSX5Yp0


CONCEITOS E INSTRUMENTAL TEÓRICO

O INDIGENISMO É CONTRA MESTIÇAGEM

Por uma teoria etnográfica da (contra) mestiçagem - Marcio Goldman

Diálogo sem Fronteira - Indigenismo e Política Indigenista História, contextos Políticos

Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, grupos sociais, étnicos, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.
Sua conceituação interessa a vários ramos do conhecimento (história, sociologia, antropologia, direito, etc.), e tem portanto diversas definições, conforme o enfoque que se lhe dê, podendo ainda haver uma identidade individual ou coletiva, falsa ou verdadeira, presumida ou ideal, perdida ou resgatada.

Para a Sociologia, Identidade é o compartilhar de várias ideias e ideais de um determinado grupo. Alguns autores, como Karl Mannheim, elaboram um conceito em que o indivíduo forma sua personalidade, mas também a recebe do meio, onde realiza sua interação social.
Para a Antropologia, Identidade consiste na soma nunca concluída de um aglomerado de signos, referências e influências que definem o entendimento relacional de determinada entidade, humana ou não-humana, percebida por contraste, ou seja, pela diferença ante as outras, por si ou por outrem. Portanto, Identidade está sempre relacionada a idéia de alteridade, ou seja, é necessário existir o outro e seus caracteres para definir por comparação e diferença com os caracteres pelos quais me identifico.

Identidade social é a noção e o sentimento de pertença a determinados grupos (segmentos, categorias) sociais.

O conceito da identidade social parte da constatação de que o indivíduo enquadra, mais ou menos automaticamente, as outras pessoas e a si próprio nas mais variadas categorias de classificação - p.ex. europeu, mulher, educado, conservador, desportivo. Os critérios de classificação podem ser objectivos e manifestos, mas também podem ser resultados do pensamento social do indivíduo. A teoria correspondente é a da "self-classification".

Designa-se como identidade social a noção (crença) do indivíduo de pertencer a dadas categorias, sendo que esta cognição está sempre acompanhada por uma componente afectiva - um sentimento mais ou menos forte de pertença. Cada indivíduo tem uma variedade de identidades sociais que habitualmente se apresentam de maneira estruturada.

A teoria da identidade social foi inicialmente formulada pelos psicólogos sociais Henri Tajfel e John Turner [2], encontrando-se num processo de reelaboração contínua. A sua principal área de aplicação é a das relações intergrupais.

A identidade étnica caracteriza um grupo étnico.


Um grupo étnico é um grupo de pessoas que se identificam umas com as outras, ou são identificadas como tal por terceiros, com base em semelhanças culturais ou biológicas, ou ambas, reais ou presumidas. Tal como os conceitos de raça e nação, o de etnicidade desenvolveu-se no contexto da expansão colonial europeia, quando o mercantilismo e o capitalismo promoviam movimentações globais de populações ao mesmo tempo que as fronteiras dos estados eram definidas mais clara e rigidamente. No século XIX, os estados modernos, em geral, procuravam legitimidade reclamando a representação de nações. No entanto, os estados-nação incluem sempre populações indígenas que foram excluídas do projeto de construção da nação, ou recrutam trabalhadores do exterior das suas fronteiras. Estas pessoas constituem tipicamente grupos étnicos. Consequentemente, os membros de grupos étnicos costumam conceber a sua identidade como algo que está fora da história do estado-nação – quer como alternativa histórica, quer em termos não-históricos, quer em termos de uma ligação a outro estado-nação. Esta identidade expressa-se muitas vezes através de "tradições" variadas que, embora sejam frequentemente invenções recentes, apelam a uma certa noção de passado.

Os grupos étnicos às vezes são sujeitos às atitudes e às ações preconceituosas do Estado ou dos seus membros. No século XX, os povos começaram a discutir que conflitos entre grupos étnicos ou entre membros de um grupo étnico e o estado podem e devem ser resolvidos de duas maneiras. Alguns, como Jürgen Habermas e Bruce Barry, discutiram que a legitimidade de estados modernos deve ser baseada em uma noção de direitos políticos para sujeitos individuais autônomos. De acordo com este ponto de vista o estado não pode reconhecer a identidade étnica, nacional ou racial e deve preferivelmente reforçar a igualdade política e legal de todos os indivíduos. Outros, como Charles Taylor e William Kymlicka argumentam que a noção do indivíduo autônomo é ela própria um construto cultural, e que não é nem possível nem correto tratar povos como indivíduos autônomos. De acordo com esta opinião, os estados devem reconhecer a identidade étnica e desenvolver processos nos quais as necessidades particulares de grupos étnicos possam ser levadas em conta no contexto de um estado-nação.

“A maioria dos estudos e ensaios sobre a vida religiosa do caboclo da Amazônia é orientada por um interesse aparentemente folclórico, e neles se dá excessiva atenção a sobrevivências de velhas crenças, aos aspectos exóticos de algumas práticas ou de rituais, e as teorias que procuram explicar as origens dessas manifestações culturais.” (Galvão, 1955: x).

...Na identificação dos fatores de atraso os historiadores econômicos da Amazônia, os planejadores e os burocratas, duas décadas após a segunda grande guerra, na segunda metade dos anos 1960-1970, assinaram o obituário do extrativismo O fizeram considerando que a profunda crise do sistema de aviamento e patronagem, com a desagregação da empresa extrativista... (morte do caboclo)
De acordo com o antropólogo Almeida (2008) “decreta-se arbitrariamente o fim do caboclo e das formas de uso comum das florestas, campinas, beiras e igarapés, lagos e rios, ou seja, das chamadas “terras firmes” e das “várzeas.” Mesmo os conflitos sociais pela terra, agravados a partir de 1969, que abalam toda a Amazônia, não logram uma mudança nos traços essenciais daquela ação governamental.


… Euclides da Cunha exaltou os chamados “sertanejos”, o censo oficial instituiu como categorias censitárias os denominados “caboclos” e os “pretos’, mas todos eram classificados como “inferiores” ou amarrados metaforicamente na natureza: “sertanejo forte como uma rocha”, “índio ligeiro como as corredeiras” ou “perigoso como os animais selvagens” sem esquecer da metáfora que tem sido constantemente reatualizada, qual seja: “as raízes negras.” Relações deterministas entre “homem” e “natureza” predominavam nas interpretações eruditas com estas abundantes metáforas geológicas e botânicas.

Nos debates das primeiras décadas do século XX a interpretação positiva da miscigenação de Roquette Pinto86 e Gilberto Freyre combatia, por outro lado, os chamados “pessimistas”. O antropólogo Roquette Pinto, in Ensaios de Antropologia Brasiliana, de 1933, atacava os que viam na imigração européia a redenção do país e confrontava as teses do “branqueamento” como solução: A antropologia prova que o homem, no Brasil, precisa ser educado e não substituído. (Roquette Pinto, 1933). e do sertanejo ‘cearense’ (Viana, 1934: 86), mas não as teria submetido à análise antropológica nem biométrica. Para Viana os critérios de Roquette Pinto eram exatamente os mesmo dos censos oficiais:
Nos recenseamentos de 1872 e 1890, os nossos demografistas oficiais adotaram uma classificação dos tipos antropológicos brasileiros, tomando como critério diferenciador exclusivamente este caráter morfológico: a cor da pele. Daí a divisão da nossa população em quatro grupos étnicos: o dos brancos; o dos negros; o dos caboclos; o dos mulatos. (...) Esta classificação foi adotada também pelo Prof. Roquette Pinto U. Ensaios de Antropologia Brasiliana, 1993. (Viana, 1934:59).

Na revista Nacional de Geografia intitulada Tipos e Aspectos do Brasil, com ilustrações de Percy Lau. O livro editado pela sudam tinha como título Amazônia: tipos e aspectos. Contemplava os “arpoadores de jacaré”, o “caboclo amazônico”, “canoeiros”, “pescadores”, “seringueiros”, “regatões”, “vaqueiros” (do Marajó e do Rio Branco), “garimpeiros”, “ vendedora de tacacá”… todos podem ser denominados de Cabcolco.
Pacheco de Oliveira in: “O caboclo e o brabo. Notas sobre duas modalidades de força de trabalho na expansão da fronteira econômica no século xix”. Encontros com a Civilização Brasileira, n.º 11. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, maio de 1979, pp. 101-140.

Caboclo (desambiguação)
Caboclo é o mestiço de branco com índio; caboco, mameluco, caiçara, cariboca, curiboca. Antiga designação do indígena brasileiro.

adj. Bras. Masc.

Que tem cor acobreada.

Bras. O mesmo que carijó. (Do tupi caa-boc)

A primeira estrutura se relaciona como uma raça hibrida, na segunda com a cor, que normalmente é confundida com a cor morena. A palavra caboclo, vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. A partir daí vem a relação com os índios brasileiros, de tez avermelhada. Espírito que se apresenta de forma forte, com voz vibrante e traz as forças da natureza e a sabedoria para o uso das ervas.
'fulano' tem a cor de caboclo.

Fui a um Terreiro de Umbanda me consultar com um caboclo.
Câmara Cascudo, no Dicionário do Folclore Brasileiro, defende a forma caboco, sem o l, que teria sido introduzida na palavra sem encontrar base nas diversas hipóteses etimológicas, como a que afirma derivar do tupi caa-boc, "o que vem da floresta" ou de kari’boca, "filho do homem branco".

Os caboclos formam o mais numeroso grupo populacional de todos os estados da Região Norte (Amazônia) e de alguns estados do Nordeste (Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Ceará e Paraíba).[carece de fontes] Contudo, a quantificação do número de pessoas consideradas caboclas no Brasil é tarefa difícil, pois segundo os métodos usados pelo IBGE em seus recenseamentos eles entram na contagem dos 44,2% de pessoas consideradas pardas no Brasil, grupo que também inclui mulatos, cafuzos e várias outras combinações da mistura de negros ou índios com outras raças, como negro e oriental, índio e oriental, negro, índio e branco, negro índio e oriental, etc.

Caboclo também pode ser sinônimo de:
  • Tapuio, termo genérico de desprezo usado por determinados povos indígenas quando se referiam a indivíduos de outros grupos. Caboclo de cor acobreada e cabelos lisos; caburé.
  • Caipira, roceiro, sertanejo. A figura de Jeca Tatu, criação de Monteiro Lobato, foi imortalizada na música popular, no palco e no cinema (por Amácio Mazzaropi) (apesar de que sertanejo e caipiras não são todos necessariamente mestiços).

No Brasil há o Dia do Caboclo, comemorado em 24 de junho.


Escrito por Natália Pesciotta

O termo caboclo já foi nome injurioso, porém, mesmo assim, acabou sendo difundindo pelas pessoas.

Contradições de um povo "vira-lata": desde a nossa mistura mais elementar, a do português com o índio, a discriminação racial marca presença no Brasil. Lei régia do longínquo 4 de abril de 1755, expedida pelo imperador dom José, indica: Outrossim proíbo que os ditos meus vassalos casados com índias ou seus descendentes sejam tratados com o nome de caboucolos, ou outro semelhante que possa ser injurioso.

De acordo com a historiadora Etelvina Garcia, ao evitar o estigma, o imperador tentava estimular a união entre portugueses e índias e garantir uma maior permanência dos colonos por aqui.

Vê-se que a ordem não pegou, já que a palavra “injuriosa” fixou-se como nome oficial para os mestiços de origem indígena-portuguesa e, por extensão, para o povo da roça. Em tempo: caboclo é junção do tupi caá (mato) e boc (oriundo do) – alguém que vem do mato.

Na fala coloquial, o caboclo é uma categoria de classificação social complexa que inclui dimensões geográficas ma(caboco da Amazônia), raciais (cabocão) e de classe (caboquinha do interior). Considerando a dimensão geográfica, o caboclo é reconhecido, espacialmente disperso, como um dos “tipos” regionais do Brasil (cf. IBGE, 1975). Entre esses tipos gerais estão os arigos do Ceará, gaúchos do sul, as baianas da Bahia e os sertanejos do nordeste, para citar alguns. A distinção de cada tipo regional está relacionada com a geografia, a história da colonização e as origens étnicas da população. Nesse sentido, os caboclos são reconhecidos pelos brasileiros em geral como o tipo humano característico da população rural da Amazônia. Enquanto outros tipos regionais constituem representações estereotipadas mais restritas (aparecendo em descrições gerais e no folclore, para exibir as identidades regionais), o caboclo é também uma categoria de “mistura racial” e refere-se ao filho do branco e do índio.

A combinação de um “tipo racial” específico e uma região geográfica está relacionada à história da Amazônia. Em contraste com outras regiões do Brasil, a colonização da Amazônia incluiu políticas para integrar (ou seja, escravizar, estimular casamentos mistos e “civilizar”) a população indígena à sociedade colonial. O que foi gradativamente diminuindo a população indígena da região.

Além do caboclo, existem no Brasil outras categorias populares de raça mista, tais como o mulato (o filho do branco e do negro) e o cafuzo (filho do índio e do negro).
  
Mas, enquanto tais categorias raciais não se associam a uma região brasileira específica, os caboclos, sim. E, em contraste com outros tipos regionais, o nome caboclo também é usado como categoria de classificação social. Embora a associação entre os conceitos coloquiais de raça e de classe não seja sempre real ou precisa, ela é usada na construção de uma representação da classe superior amazônica como branca, enquanto se faz referência à classe baixa rural como cabocla.

Na região amazônica, o termo caboclo é também empregado como categoria relacional. Nessa utilização, o termo identifica uma categoria de pessoas que se encontra numa posição social inferior em relação àquela com que o locutor ou a locutora se identifica. Os parâmetros utilizados nessa classificação coloquial incluem as qualidades rurais, descendência indígena e “não civilizada” (ou seja, analfabeta e rústica), que contrastam com as qualidades urbana, branca e civilizada

Como categoria relacional, não há um grupo fixo identificado como caboclos. O termo pode ser aplicado a qualquer grupo social ou pessoa considerada mais rural, indígena ou rústica em relação ao locutor ou à locutora. Nesse sentido, a utilização do termo é também um meio de o locutor ou a locutora afirmar sua identidade? Não cabocla ou branca. No entanto, nem a natureza conceitual nem a relacional do termo são explicita. Como resultado, o uso coloquial do termo leva à suposição de que existe uma população concreta que pode ser imediatamente identificada como cabocla e carrega a identidade de caboclos. Além disso, nas últimas décadas, a literatura antropológica tem feito uso do termo, mas sem considerar a diferença entre o seu significado e o uso coloquial. Daí a necessidade de distinguir cada uso do termo e se questionar sobre a possibilidade de se instaurar um significado neutro para um termo consagrado pelo uso popular.

O uso objetivo do termo caboclo pretende especificar uma categoria socioeconômica à qual faltava um termo próprio de autodenominação e apontava para o processo histórico de sua constituição.

Ficamos com uma pergunta a ser respondida: se é um termo de identificação do observador, qual é a identidade própria das pessoas às quais o termo se refere? Os chamados caboclos, isto é, os pequenos produtores rurais amazônicos, não tinham uma identidade coletiva, nem um termo alternativo e abrangente de autodenominação. Pois agora será o próprio termo – caboclo – que definirá esta coletividade.

A única categoria de autodenominação comumente empregada por toda a população rural é a de “pobre”. Noções mais fortes de identidade baseiam-se no parentesco, na religião, na ecologia do assentamento e na ocupação econômica do grupo e do indivíduo, como será discutido abaixo. Esses parâmetros não constituem uma base de unificação, mas de diferenciação no interior da própria população rural. As famílias constituem a base da formação de pequenos grupos e estão diretamente relacionadas à organização das comunidades rurais. E, dentro de cada comunidade, grupos familiares diferentes frequentemente disputam a liderança local. Portanto, como os camponeses em geral, a categoria social caboclo era caracterizada pela ausência de uma identidade coletiva forte, que agora não ocorrerá mais. A população rural tem, ao contrário, identidades locais, do ponto de vista de uma observação externa que nela percebe traços comuns. Isto fica evidente no interior do Pará com o uso do termo “parente”, para designar todos que moram próximo um dos outros

Alguém ai me explica como os seguintes estados podem ser na maioria mulatos: Amazonas, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Acre, Rio Grande do Norte, Paraíba. Sergipe, Rondônia, Roraima, Amapá, Goiás, Tocantins, Piauí, Maranhão (Norte), Pernambuco (Cafuzos), alagoas e São Paulo, mulatos caboclos, com um percentual de negros e afro-descendentes menor do que 7%, me poupem! Os outros estados: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Pará, Acre, Rio Grande do Norte e Paraíba mulatos, com um percentual de negros e afro-descendentes menor de 5 e 3%, é o "O"!

Onde ficou o Brasil mulato?!




Acorda Norte! Acorda Brasil!

Segundo dados divulgados pelo IBGE em 2009,18 dos dez estados brasileiros com maior população parda, cinco estavam na Região Norte e cinco na Região Nordeste:


Mapa de pardos no Brasil


1) Amazonas – 77,2% de pardos
2) Pará – 72,6% de pardos
3) Piauí – 69,9%
4) Tocantins – 68,8%
5) Maranhão – 68,6%
6) Alagoas – 67,7%
7) Acre – 67,7%
8) Sergipe – 67,1%
9) Amapá – 66,9%
10) Ceará – 66,1%

O que tem de errado nestes estados?!

Como os estados do Amazonas e o Pará podem ser considerados pardos-mulatos e não caboclos-indígenas!?

A imensa maioria da população do Pará e do Amazonas é constituída de caboclos e indígenas! Isso vale para, de cara, para todos os estados da região norte, centro-oeste e nordeste.

Você concorda?! Amazonas e Pará, nós não somos pardos ou nós somos caboclos e indígenas!

Viram a distorção?!

Desmontando a jogada do Brasil mulato: De onde veio essa estória de pardo?! Adivinha?!

Termos que designam o caboclo.

- MATUTO= Caboclo do mato, mestiço que vive na floresta. Que ou quem vive no mato; habitante do campo; sertanejo. Roceiro, caipira. Mas também pode ser usado no sentido de acanhado, tímido; cismático. Indivíduo ignorante e ingênuo.




- CAIPIRA= Cabolco do interior de Minas Gerais e São Paulo. Pessoa mestiça do interior, da roça. Inocente, tímido. CAIÇARA= Mestiço, caboclo do litoral. Caiçara é uma palavra de origem tupi, que se referia aos
habitantes das zonas litorâneas. As comunidades caiçaras surgiram a partir do sec. XVI, com a mistura de brancos e índios.



- MOCORONGO= Aquele que tem a sina de ser besta, leso, lesado abestalhado, bobo, fácil de ser enganado. Caboclo da cidade de Santarém, é também sinônimo de soldado raso, “samango”.


- CARIOCA= Mestiço, caboclo, praieiro do estado do Rio de Janeiro. A palavra caboclo, vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. A partir daí vem a relação com os índios brasileiros, de tez avermelhada, e o moreno bronzeado, que gosta de estar na praia, do litoral.



- ARIGÓ= Caboclo do Ceará Aquele trabalhador que não exerce função intelectual, e sim tem direito a seu salário por exercer trabalho braçal, árduo, bruto, independente de inteligência.



- MAMELUCO= Caboclo de Pernambuco. Filho de índio com branco ou com negro. / Mestiço de branco com cariboca. / Soldado da milícia turco-egípcia, originariamente formada de escravos, que se tornou senhora do Egito e da qual saíram vários sultões.



- CAPIXABA= Caboclo do Espírito Santo. Quem nasce no estado do Espírito Santo recebe esse nome por influência da língua tupi, na qual kapixaba significa "terra de plantação". O motivo é que havia, na região, muitas roças que abasteciam de alimento as tribos indígenas locais. O nome resistiu à urbanização da região, mas as plantações não.



- GAÚCHO= Caboclo do Rio Grande do Sul, principalmente do interior. A origem da palavra é incerta. Ela existe também na língua espanhola e supõe-se que tenha nascido na região platina, entre o Uruguai e a Argentina, para designar os habitantes das zonas rurais que se dedicavam à criação de gado nos pampas. Os moradores do Rio Grande do Sul teriam herdado o apelido pela proximidade com os dois países.




- PARAÍBA, CEARÁ... E ASSIM VAI, TUDO CABOCO!

Os caboclos formam o mais numeroso grupo populacional de todos os estados da Região Norte (Amazônia) e de alguns estados do Nordeste (Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Ceará e Paraíba).[carece de fontes] Contudo, a quantificação do número de pessoas consideradas caboclas no Brasil é tarefa difícil, pois segundo os métodos usados pelo IBGE em seus recenseamentos eles entram na contagem dos 44,2% de pessoas consideradas pardas no Brasil, grupo que também inclui mulatos, cafuzos e várias outras combinações da mistura de negros ou índios com outras raças, como negro e oriental, índio e oriental, negro, índio e branco, negro índio e oriental, etc.

Caboclo também pode ser sinônimo de: tapuio, termo genérico de desprezo usado por determinados povos indígenas quando se referiam a indivíduos de outros grupos. Caboclo de cor acobreada e cabelos lisos; caburé.

Caipira, roceiro, sertanejo. A figura de Jeca Tatu, criação de Monteiro Lobato, foi imortalizada na música popular, no palco e no cinema (por Amácio Mazzaropi) (apesar de que sertanejo e caipiras não são todos necessariamente mestiços).
No Brasil há o Dia do Caboclo, comemorado em 24 de junho. Fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo.

Município tem competência para legislar.

Indígena é impedida de fazer matrícula na Universidade por causa de documento



Importante resgatar que, após longo período de inércia dos Municípios, os mesmos foram, com a atual Carta Magna, inseridos em posição de igualdade jurídica à União, Estados e Distrito Federal, ganhando autonomia na organização federativa e novas responsabilidades políticas e administrativas.

Nesta linha, conforme estabelece o artigo 30 da Constituição Federal de 1988, os municípios passaram a ter autonomia constitucional para legislar sobre assuntos de interesse local, bem como suplementar a legislação federal e estadual no que couber.

A competência suplementar engloba a complementar, que significa desdobrar, pormenorizar, detalhar o conteúdo de uma norma geral e a suplementar, que significa suprir, preencher. Destarte, pode e deve o Município complementar normas gerais originárias da União, a fim de ver cumprida a sua responsabilidade pública.

Regra geral, a possibilidade de complementação da legislação proveniente da União deve estar vinculada ao interesse local, como no caso específico do presente projeto de lei.

Ainda como fundamento da competência municipal, para legislar sobre o objeto desta proposta de lei, ressalte-se que a doutrina constitucional brasileira ratifica a competência concorrente como aquela que complementa a legislação federal e a estadual quando assim couber, objetivando adaptar a legislação federal e a estadual à realidade do município.

O disposto nos artigos do presente projeto atendem a regras de cautela absolutamente racionais e salvaguarda o interesse público em geral pelo que se espera a tramitação regulamentar e, ao final, a aprovação.

Assim esse projeto, se aprovado, contribuirá não só para a acabar com o constrangimento que muitos passam, mas também na reconstrução da nossa verdadeira cultura: CABOCLA.

Quer ver a realidade?!
Troque-se o termo PARDO por CABOCLO MESTIÇO e plim, plim! E olhe que muitos desses que se dizem "brancos" também são CABOCLOS/MESTIÇOS de sangue!
Nós somos um país de CABOCLOS/MESTIÇOS por natureza!
Simples assim!




REFERÊNCIAS 
Vídeos.

EM TESE - IDENTIDADE ÉTNICO-RACIAL - https://www.youtube.com/watch?v=mjcR8lp7nt0&pbjreload=10

Estigma e a construção da identidade - https://www.youtube.com/watch?v=FLCv1XAvBO0

ESTIGMAS SOCIAIS - GOLFFMAN - https://www.youtube.com/watch?v=rmBwR5HTrnA

Bibliográficas.
ARANTES, Luana Lazzeri/PROGES/UFOPA. Planejamento Interno para Elaboração do Plano Decenal de Ações Afirmativas e Inclusão Étnico-Racial da Universidade Federal do Oeste do Pará - Oficina de Trabalho. Santarém, 26 de novembro de 2015.
CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito Constitucional Ditático. 8ª ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2002. p. 243-244.
CARVALHO, José Jorge. Inclusão étnica e racial no Brasil. São Paulo: Attar Editorial, 2006.
DAFLON, Verônica Toste; FERES JUNIOR, João; CAMPOS, Luiz Augusto. Ações afirmativas raciais no ensino superior público brasileiro: um panorama analítico. Cad. Pesqui., São Paulo, v. 43, n. 148, p. 302-327, Apr. 2013.Available from < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742013000100015&lng=en&nrm=iso >. access on 18 May 2016
FERES JÚNIOR, João; ZONINSEIN, Jonas. Introdução: ação afirmativa e desenvolvimento. In: FERES JÚNIOR, João; ZONINSEIN, Jonas (Org.). Ação afirmativa e universidade: experiências nacionais comparadas. Brasília: UnB, 2006. p. 9-45.
FONSECA, Dagoberto José. Políticas Públicas e Ações Afirmativas. São Paulo: Selo Negro, 2009.
RANDOLFHO, Angela (Org.). Entre dados e fatos: ação afirmativa nas universidades públicas brasileiras. Rio de Janeiro: PUC-Rio, Pallas, 2010, p. 19-50.
WIKIPEDIA. Pardos. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pardos 
WIKIPEDIA. Composição Étnica do Brasil. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Composi%C3%A7%C3%A3o_%C3%A9tnica_do_Brasil
VILAR, Leandro. In: http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2013/03/os-bandeirantes.html

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