terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Wetiko-wendigo o espírito do Narcisismo Coletivo




Wetiko-wendigo o espírito do Narcisismo Coletivo

O Wetiko é um espírito ruim que costuma invadir a mente do ser humano. Trata-se do “vírus” do egoísmo, um agente patogênico psíquico que obriga a pessoa a alimentar suas próprias necessidades como um ser faminto que nunca se satisfaz. Tal presença nos leva a um tipo de involução na qual, mais cedo ou mais tarde, a humanidade se torna o seu pior inimigo.
Essa curiosa e ao mesmo tempo inquietante visão é descrita em um livro de leitura quase obrigatória. Foi Paul Lévy, conhecido admirador do legado de Carl Jung e colunista regular no jornal “The Guardian”, que deu forma a um trabalho digno de reflexão intitulado “Dispelling Wetiko” (Dissipando o Wetiko, tradução livre). Segundo ele mesmo afirma, vivemos um momento em que grande parte dos fenômenos psicossociais que nos cercam mostram que o “vírus” do egoísmo está mais presente do que nunca.

Wendigo (também Windigo, Windago, Windiga, Witiko, Wihtikow, "Wenridow" e outras variações) é uma criatura sobrenatural que faz parte da mitologia do povo indígena da América do Norte Ojíbuas. De acordo com a mitologia, o Wendigo é formado a partir de um humano qualquer, que passou muita fome durante um inverno rigoroso, e para se alimentar, comeu seus próprios companheiros. Após perpetuar atos canibais, acaba se tornando este monstro e ganha muitos atributos para caçar e se alimentar, tais como imitar a voz humana, escalar árvores, suportar cargas muito pesadas, e além disso tem uma inteligência sobre-humana(porém, sua visão fica danificada, diz as tribos indígenas que se estiver parado, ele não irá vê-lo). A vítima humana do espírito do wendigo, após cometer os atos de canibalismo começa a transformar-se. Os olhos ficam brancos, os dentes afiados e a pele estica-se à volta do esqueleto do ex-humano. O Wendigo também tem a capacidade de hibernar por anos, e para suportar os invernos, estoca suas vítimas em cavernas subterrâneas onde as devora lentamente. De acordo com a mitologia indígena, para destruir um Wendigo é preciso queimá-lo, pois segundo os indígenas, Wendigo tem uma pele sobrehumana que também lhe permite sobreviver a qualquer tipo de ferimento inconstante, tais como esfaqueamento ou ferimentos provocados por balas, porém, grandes impactos supostamente podem imobiliza-lo por alguns segundos. Quando não acha carne humana se alimenta de animais o que não é o suficiente para saciar sua fome. 

Narcisismo coletivo, um vírus que se expande cada vez mais. In: https://amenteemaravilhosa.com.br/narcisismo-coletivo/

O narcisismo coletivo se transformou em um vírus. Nós podemos defini-lo assim porque causa danos, contagia e se expande facilmente. Embora não pareça, a busca pela exaltação do próprio grupo em detrimento dos demais é uma dinâmica que aconteceu em todas as épocas; variando em intensidade e alcançando suas máximas em determinados momentos históricos, como na Alemanha nazista.
Expressa certa nostalgia pela existência de uma “raça superior”. Mesmo que, é claro, não precise ser necessariamente uma raça. Cabe, então, a qualquer grupo que compartilhe algum elemento de identidade comum. Podemos falar de nações, mas também podemos falar de times esportivos ou de profissões.

Em qualquer sentimento, atitude ou comportamento humano onde haja exagero, o mais provável é que também haja um sintoma neurótico. O narcisismo não é uma excessão. Quando construído a nível individual, surgem as pessoas que gostam de ostentar e mostrar uma imagem de segurança, em vez da realidade que vivem.
O mesmo acontece nos grupos. É mais fácil que o narcisismo coletivo floresça naqueles grupos nos quais o que mais se compartilha é uma autovalorização fraca e fortes dúvidas sobre seu próprio prestígio. Por isso o que estas pessoas mais desejam é serem reconhecidas pelos demais. E não só isso: também desejam a derrota dos outros, nas mais diversas situações.
Um estudo realizado pela Universidade de Varsóvia, na Polônia, indicou que os grupos que sofrem de narcisismo coletivo são, geralmente, compostos por indivíduos que têm fortes sentimentos de insuficiência pessoal. O grupo é uma tentativa de compensar esta percepção de vazio.

A manipulação nos grupos narcisistas

É comum que os grupos que exibem um narcisismo coletivo gerem líderes autoritários e, muitas vezes, totalitários. O fato de se sentir guiado por alguém que não demonstra nenhuma vulnerabilidade, ou, em todo caso, é extremamente forte, dá segurança aos seus seguidores. Estes líderes costumam explorar todos estes sintomas e, por isso, exaltam com veemência a suposta superioridade que existe em pertencer a um grupo, comparado a não pertencer.

Este assunto foi estudado pela Universidade de Londres e concluíram que esse tipo de líder tende a construir teorias da conspiração contra eles. Um inimigo comum pode ser aquela peça que vai ajudar a consolidar sua uniformidade e a união dentro destes coletivos. O próprio narcisismo faz com que fantasiem sobre o fato de serem observados, invejados e potencialmente atacados por outros.
A agressão e a vingança começam a adquirir outro significado neste tipo de grupo. Cometer atos violentos contra aqueles que não pertencem ao coletivo pode ser visto de forma positiva. Isso pode acontecer especialmente caso a agressão seja dirigida a um possível inimigo, conspirador ou um aliado destes. O mesmo acontece com a vingança, que já não é vista como uma paixão irracional ou que causa mal, e sim como um direito legítimo, sustentado pela aparente necessidade de se defender.
Diferentemente deles, os grupos que têm um senso saudável de orgulho coletivo geram efeitos construtivos. Neste caso, produz-se uma maior coesão e confiança mútua. Uma união que, para ser consolidada, não precisa diminuir os outros nem passar por cima daqueles que sejam diferentes. Enquanto o orgulho razoável é o fundamento da democracia, o narcisismo coletivo é a base do fascismo e de seus métodos de imposição e controle.

Narcisismo coletivo: os grupos que amam a si mesmos. In: https://amenteemaravilhosa.com.br/narcisismo-coletivo-grupos/

O narcisismo é uma conduta ou mania manifestada a nível individual ou grupal (narcisismo coletivo). Este adjetivo, que tem origem na figura mitológica de Narciso, faz referência ao homem que se orgulha de ser bonito, que está apaixonado por ele mesmo ou que cuida demais de sua compostura. No mito, especifica-se que Narciso é um jovem de beleza única que desperta paixões em mortais e deuses, as quais não são correspondidas perante a incapacidade do rapaz de reconhecer o outro e amá-lo.
Ao ver seu próprio rosto refletido na água, Narciso fica encantado e não consegue parar de contemplar a si mesmo. O jovem então deixa de atender às suas próprias necessidades básicas, absorto à sua imagem, e acaba se transformando uma flor bonita e hedionda, o narciso.

Narcisismo clínico

O narcisismo é associado a uma imagem grandiosa, inflada de si mesmo. As pessoas narcisistas pensam que têm uma aparência melhor, que são mais inteligentes e mais importantes que os outros. Por isso acreditam que merecem um tratamento especial.
O narcisismo é um tipo de personalidade que pode levar a um transtorno de personalidade. Este transtorno afeta 1-2% da população, sendo mais comum entre os homens. Os traços associadas a este transtorno correspondem a uma visão grandiosa de si mesmo, problemas de empatia, sentimentos de autossuficiência e necessidade de admiração e atenção. Esses traços assumem o controle da pessoa, causando vários problemas.
Embora as causas do narcisismo sejam diversas, parte delas são sociais. O narcisismo geralmente é maior em culturas que valorizam a individualidade e a auto-promoção. Este narcisismo também é aplicável a grupos. Para descobrir como isso acontece, temos que pensar sobre o amor, o amor de um grupo em relação a si mesmo.

O narcisismo é um tipo de personalidade que pode levar a um transtorno de personalidade. Este transtorno afeta 1-2% da população, sendo mais comum entre os homens. Os traços associadas a este transtorno correspondem a uma visão grandiosa de si mesmo, problemas de empatia, sentimentos de autossuficiência e necessidade de admiração e atenção. Esses traços assumem o controle da pessoa, causando vários problemas.
Embora as causas do narcisismo sejam diversas, parte delas são sociais. O narcisismo geralmente é maior em culturas que valorizam a individualidade e a auto-promoção. Este narcisismo também é aplicável a grupos. Para descobrir como isso acontece, temos que pensar sobre o amor, o amor de um grupo em relação a si mesmo.

Seguir o grupo

Mas o que acontece quando o narcisismo é compartilhado por um grupo? Normalmente, as pessoas pertencem a vários grupos: nacionalidade, sexo, religião. etc. Pertencer a estes grupos implica um grau de envolvimento que pode ser maior ou menor. Quando o envolvimento é muito grande, muitas vezes é dito que a pessoa identifica muito com seu grupo.
Identificar-se muito com um grupo implica aceitar as normas, explícitas e implícitas, desse mesmo grupo. Além disso, aqueles que se sentem muito identificados também internalizarão os valores desse grupo. Por exemplo, se as regras do grupo mandam se vestir de uma certa maneira, os membros do grupo que se identificam com ele se vestirão de acordo com as regras.
As normas e os valores dos grupos vão condicionar alguns comportamentos por reforço. Em uma dada situação, a forma como nos comportamos pode ser muito diversa. Podemos agir de maneiras diferentes perante uma situação. No entanto, se as normas e os valores prescrevem uma certa forma de comportamento, nossa tendência será segui-los.

Você acha que nunca viu um Wetiko-wendigo?! Tem certeza que não?!

Onde o wetiko-wendigo já apareceu:

Hannibal — É a forma que Will Graham enxerga/imagina/fantasia o antagonista Hannibal Lecter na série Hannibal da NBC.
Wendigo Witch — segundo chefe do jogo Dementium II para Nintendo DS.
Wendigo — aparece na série Hannibal.
Wendigo — tribo no jogo de RPG da editora estadunidense White Wolf Lobisomem: O Apocalipse, lobisomens de origem indigéna.
Wendigo — também aparece como uma das magias disponíveis no jogo Shining Force III para Sega Saturn.
Wendigo — personagem dos quadrinhos do Universo Marvel, inimigo do Hulk e dos X-Men.
Wendigo — aparece como um monstro do jogo Final Fantasy V, encontrado em Island Shrine.
Wendigo — aparece como um monstro do jogo Final Fantasy VIII, encontrado em Timber & Dollet Forest, Desert Prison Tower.
Wendigo — aparece como um monstro do jogo Final Fantasy XII, encontrado em Sochem Cave Palace.
Wendigo — aparece como um monstro do jogo Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift.
Wendigo — aparece como um monstro do jogo Warcraft III: The Frozen Throne.
Wendigo — aparece no segundo episódio da 1ª temporada da série Sobrenatural. É citado algumas vezes durante a 6ª, 7ª e 8ª temporadas.
The Wendigo — personagem e título do décimo-segundo episódio da primeira temporada da série de televisão estadunidense Charmed.
Wendigo — chefe da segunda fase do jogo online Grand Chase, com o nome alterado, mas mesma idéia.
Wendigo — aparece em um episódio da 1ª temporada da série Jovens Bruxas e transforma Piper em Wendigo.
Wendigo — aparece como um monstro do jogo Muchaos.
Wendigo — aparece num episódio da 1ª temporada da série Fear Itself: Antologia do Medo intitulado "Skins and bones".
Wendigo — aparece no décimo episódio da da 2º Temporada da série Haven, representado por 3 irmãs.
Wendigo — aparece como um demônio guarda-costas no jogo Shin Megami Tensei.
Wendigo — aparece no 11º episódio da 2ª temporada da série My Little Pony: A Amizade é Mágica.
Wendigo — aparece no 11º episódio da 2ª temporada da série Grimm.
Wendigo — aparece como o chefe da segunda fase do jogo X-Men 2: Wolverine's Revenge.
Wendigo — aparece no anime LUL.
Wendigo — aparece no quarto episodio de 4 Temporada da série Teen Wolf.
Wendigo — aparece no sexto episódio da 2ª Temporada da série Sleepy hollow
Wendigo — aparece como boss (Chefão) do jogo de RPG: Adventure Quest Worlds mas um tanto diferente
Wendigo — Este nome aparece duas vezes no seriado "The Blacklist". Primeiro no Ep. 06 da Temp. 02 como nome de uma empresa ligada a cartéis africanos. Depois aparece como o nome de um assassino no Ep. 05 da Temp. 03. Não se sabe ainda qual a ligação e nem a razão. (01/11/2015)
Wendigo — aparece como um monstro do jogo Hero Siege, encontrado principalmente no Ato 1.
Wendigo — aparece como principal antagonista do jogo Until Dawn.

 

Prova Cabal dos Delírios Persecutorios e do Surto Psicótico Coeltivo de Minhas Irmãs e Mãe


Vou mostrar mais um pouquinho da Amnésia e do surto Psicótico Coletivo de minhas irmãs e mães!
ELAS FICARAM REPETINDO HISTERICAMENTE EM TODOS OS DOCUMENTOS QUE EU RECUSAVA FAZER O TRATAMENTO, MAS ISSO MENTIRA, como vou provar agora, isso era só conduta induzida pelo SURTO PSICÓTICO COLETIVO DAS LOUCAS!

Observe que várias vezes fui ao CAPS sem minhas irmãs e fui atendido sem me mostrarem o Prontuário e sem a carteira de acompanhamento, e foi uma confusão com a enfermeira Karina, que só me foram dados a posteriore, óbvio quando elas acharam que a jogadinha delas tinha sido concluída com sucesso! A minha documentação só me foi dada com a ordem da Dra. Gisele 03/11/2011, como vocês podem ver no meu prontuario!
Vamos ao problema de amnésia de minhas irmãs.
Minha primeira visita ao CAPS, QUANDO EU LEVEI MINHA IRMÃ GLEICE LÁ, para que tudo o que elas diziam fosse posto a termo, e ver se elas paravam de mentir e de jogar com a mentira, acreditem vcs foi no dia 22/12/2009, como está no prontuário, minha segunda visita com minhas irmãs Glenda e Gleice e não Gláucia, como está no prontuário, ocorreu no dia 14/06/2010. Naquele mesmo dia 14/06/2010 eu tomei a primeira dose da medicação prescrita no dia 16/07/2010.
Logo do dia 22/12/2009 a 18/01/2011 eu fui, SOZINHO AO CAPS, sem a “companhia” de minhas irmãs. No dia 18/01/2011 eu voltei ao CAPS, sendo já atendido pelo Dr. Júlio, por que eu havia tomado uma dosagem muito alta de HALOPERIDOL e por ter esquecido das recomendações do Dr. Edson Filho, que me atendeu meus sem o meu cartão, de ficar 30 dias sem ingerir álcool, e estando eu como meu vizinho Denis no Clube Atlético Fluminense numa festa de pre-carnaval, bebi e eu tive um problema neurológico e passei muito mal! Naquele dia fui ao CAPS com meu pai, pois já estava a 4 dias sem dormir direito, com espasmos musculares contínuos que me impediam de dormir bem! Naquele dia me foi prescrita uma medicação pelo Dr. Júlio para tomar no CAPS todas as semanas, no mesmo dia, por não ter comprado medicação complementar acabei indo ao hospital com meu pai. A medicação não fez muito efeito. Na manhã seguinte liguei para o Dr. Samuel Gueiros que me prescreveu outra dosagem, naquele dia consegui dormir 4 horas com intervalos de meia hora.
Do dia 18/11/2011 ao dia 03/05/2011 FUI SOZINHO tomar a medicação sem o “acompanhamento” de minhas irmãs, como pode se ver no prontuário! Do 03/05/2011 a 03/11/2011 tomei toda a medicação prescrita em casa, se a “ajuda” de ninguém e nem muito menos de minhas irmãs, que passaram esses período espezinhando e me atormentando com minha tia Gorete! O dia 03/11/2011 foi o dia do primeiro atendimento da Dra Gisele e também último dia de atendimento meu no CAPS. Dai para frente meu tratamento foi com a Dra. Gisele na Unineuro, SEM NENHUMA AJUDA DE MINHA FAMÍLIA!
LOGO COMO “EU ME RECUSAVA A FAZER O TRATAMENTO” se se minha livre vontade estava indo ao CAPS e depois, de minha livre vontade e sozinho passei a me consultar na Unineuro com a Dra. Gisele.

VÃO GOSTAR DE MENTIRA EM REDE ASSIM LA NA PANDORA DE SANTARÉM!







Análise do Filme Caixa de Pássaros - Surto Psicótico Coletivo - Paranoia Coletiva - Narcisismo Coletivo




O filme, que já bateu diversos Records no serviço de streaming, conta a história  de um grupo de pessoas que lutam para sobreviver ao ataque de criaturas sobre-humanas, DE OUTRA DIMENSÃO, que fazem com que a população cometa suicídios em série, ao manter algum contato visual com elas, A LOUCURA OU A MALDADE HUMANA sem rancor nenhum.

Com uma certa dificuldade para compreender o longa, os internaturas criaram uma série de teorias (algumas até bem bizarras) para explicar o filme. Mas até que ponto elas são reais e até que ponto são simplesmente fruto da criatividade humana?

Quatro anos depois de as mortes terem começado, há poucos sobreviventes em Michigan. Malorie e seus dois filhos pequenos estão entre eles. O trio faz parte do grupo que tenta resistir em um mundo no qual abrir os olhos pode ser fatal. Vivendo em uma casa abandonada, Malorie e os filhos não sabem o que se passa do lado de fora. Sempre com as janelas e portas cobertas e sem comunicação com o exterior, o local é uma área isolada no meio do caos. Até o momento em que uma misteriosa neblina atinge a região e Malorie toma uma decisão que adiou por muito tempo. Após quatro anos trancados, Malorie e as crianças fogem da casa em um barco a remo na esperança de encontrar um lugar distante do surto que matou todos ao seu redor. De olhos tapados, os três encaram uma viagem assustadora rumo ao desconhecido.
Com uma trama cheia de suspense e terror psicológico, Caixa de pássaros explora a essência do medo em um mundo pós-apocalíptico.

As criaturas que assombram a trama de Bird Box em momento algum são vistas. O máximo que temos são as ilustrações feitas por Gary. No mais, são mostradas apenas sombras para indicar a presença desconhecida. A intenção original do filme era mesmo mostrar as criaturas, mas a cena na qual elas aparecem foi cortada da versão final. Em entrevista ao Bloody Disgusting, a equipe comentou a respeito do caso.

"Era um homem verde com uma terrível cara de bebê", disse Sandra Bullock. "Era parecido com uma cobra e eu fiquei tipo: "Não quero ver quando aparecer pela primeira vez. Apenas traga para o quarto'. Nós filmamos. Eu virei e ele estava lá, rosnando para mim. Me fez rir. Era apenas um bebê grande e gordo", completou.

A diretora Susanne Bier disse que o efeito não foi como o esperado. A cada momento a criatura provocava reações diferentes e no geral eram risos. "Facilmente se tornou algo engraçado. Nós realmente gravamos isso e dedicamos muita energia, mas todas as vezes que via aquilo, eu pensava que não seria tenso. Será apenas engraçado. Toda vez que via, eu pensava: "Droga, isso é um outro filme", contou Bier.

Sendo assim, eles optaram por não utilizar qualquer personificação para a criatura. E, de fato, foi a melhor decisão de todas. Não mostrar a forma do terror é o que torna a história de Bird Box ainda mais interessante e, por que não, apavorante.

A escolha de não conceder forma às criaturas de Bird Box foi uma boa decisão porque, muitas vezes, os medos são abstratos. Além disso, boa parte do público esqueceu, ignorou ou então não se atentou para o fato de que Bird Box não é sobre esses monstros misteriosos. Na verdade, sua origem ou qualquer explicação a respeito dessa presença não chega a ser necessário. A história é sobre Malorie, uma mulher com dificuldade de se conectar com outras pessoas na vida. Uma mulher solitária, com uma gravidez indesejada que precisará passar pelo inferno para saber o que é se preocupar com os outros.

Malorie tem indícios de depressão. Ela está à parte do que tem ocorrido no mundo, sua geladeira não tem comida e ela não esboça qualquer reação para nada no começo. Sua irmã é praticamente a única pessoa com a qual conversa e, talvez, se preocupa. O filme retira a romantização em torno da maternidade. Malorie não quer ser mãe, ela nem consegue dizer que está grávida. Mesmo assim, isso não faz dela uma pessoa ruim. Forçada a conviver com um grupo de pessoas, no meio da gestação, ela se preocupa com todos, inclusive com o bebê.

Mesmo depois do nascimento do filho, ela ainda mostra dificuldade em lidar com afeto. Chamar as crianças somente de "garota" e "garoto" é um exemplo disso. Porém, ela sabe que tem a responsabilidade de protege-los e assim o fará a todo o custo. A ligação entre Malorie e a maternidade acontecerá através da viagem pelo rio. Podemos dizer que a correnteza a leva por um caminho mais humano. E, a partir do momento que Malorie acredita ter perdido as duas crianças, no qual ela se desespera e pede desculpas por seu comportamento, no instante no qual ela percebe seu maior medo, ela foi capaz de se conectar humanamente. Bird Box é sobre a jornada de Malorie em busca da auto aceitação, do vínculo afetivo e da libertação. Não apenas sobre criaturas.
Algumas pessoas ficaram tão frustradas pela ausência de forma das criaturas que elas mesmo imaginaram como seria a aparência desses seres. O que não faltam são teorias no Reddit, onde a imaginação é solta. Contudo, vale lembrar que o próprio filme concede uma explicação para o que seriam essas criaturas.

Charlie (Lil Rel Howery), que trabalha no supermercado e está empenhado em escrever um livro, tem uma ótima teoria. De acordo com ele, o que tem acontecido é o "fim da linha". Ele diz que a humanidade foi julgada e condenada. De acordo com ele: "há religião e mitologia cheias de menções a demônios ou espíritos. As pessoas que os viram quase sempre descrevem dessa forma: eles se transformam no seu pior medo ou sua maior tristeza ou perda. Vêm em várias formas. Os Aka Manah, os Varios Daevas da antiga lenda zoroastra. O Surgat de antigas crenças ocultistas cristãs que faz uma grávida encontrar seu bebê ants de nascer, na forma de seres como lagosta ou aranha. O Huli-jing da China. O Puca da mitologia celta. Nomes diferentes para a mesma coisa. O Wendigo no folclore de Algonquian , o wendigo (ou wind w ɛ n d ɪ ɡ / ) ou windigo é uma criatura mítica que come o homem ou um espírito maligno nativo das florestas do norte da Costa Atlântica e Região dos Grandes Lagos dos Estados Unidos e Canadá.. O nosso fim.". O Wetiko é um espírito ruim que costuma invadir a mente do ser humano. Trata-se do “vírus” do egoísmo, um agente patogênico psíquico que obriga a pessoa a alimentar suas próprias necessidades como um ser faminto que nunca se satisfaz. Tal presença nos leva a um tipo de involução na qual, mais cedo ou mais tarde, a humanidade se torna o seu pior inimigo.
Independente da crença de cada um, a explicação do personagem se encaixa perfeitamente na história do filme e a minha representação "simbólica" é a do Narcisismo Coletivo.

De acordo com um dessas teoria, as “entidades” sobrenaturais seriam, na verdade, alegorias que representam a depressão, já que elas não possuem formas materiais, mas podem levar a vítima ao suicídio e diversas outras auto-torturas. Levando em conta que os personagens sempre se encontram em situações difíceis como a gravidez indesejada, rejeição, a perda de um ente querido  e ausência de amor próprio, não faltaram justificativas para concluir essa teoria. Ainda nessa visão do filme, os pássaros seriam a representação das memórias boas e dos momentos felizes, pois são elas que ajudam pessoas depressivas a encontrar motivos para continuar sua jornada em vida. Já as crianças também possuem interpretação positiva, como se representassem a esperança que devemos carregar sempre com a gente.

No entanto, o que muita gente não sabe é  que Bird Box é baseado em um livro homônimo, escrito por Josh Malerman e publicado em 2014. Na obra literária, o final é bem parecido, com algumas modificações importantes: a comunidade a qual Malorie estava a procura, não é um instituto para cegos, mas sim um grupo de pessoas que decidiram se cegar para evitar enxergar as criaturas e terem sua sanidade afetada. A própria médica de Malorie seria uma dessas pessoas e teria, da mesma forma, furado seus próprios olhos. Isso nos leva a crer que um “final original” para o filme seria, portanto, muito mais aflitivo do que o que assistimos, e fica a dúvida se para sobreviver Malorie  também precisaria se cegar, além de fazer o mesmo com as crianças.

O LIVRO

Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune nem sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e seus dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e todos morrerão.

“- Meu nome é Malorie! Vim de Westcourt!
Há uma pausa. Então:
– Seus olhos estão fechados? – indaga a voz de outro homem.
– Estão! Meus olhos estão fechados.” (p.42)
Eu tenho um fraco por livros que são thrillers psicológicos. Principalmente os que fazem questão de explorar a mente humana, que nos tiram da nossa bolha do cotidiano e nos apresentam um viés novo: e se coisa x acontecesse? Como a humanidade reagiria?
“Caixa de pássaros” é um desses livros. Eu não posso aprofundar muito a história, pois é necessário que você tenha as surpresas que vão permeando o caminho durante a leitura. Mas, para resumir, um dia a humanidade começou a enlouquecer. Simples assim: você sai de casa, vê algo e quando chega em casa, se mata. Cruelmente. As pessoas começam a ficar assustadas e a se trancar, utilizando de proteções nas janelas e evitando sair a qualquer custo. Malorie é a nossa principal, e é a história dela que vamos acompanhar, desde o suicídio de sua amada irmã, até a sua chegada ao abrigo, onde ficará com várias pessoas que também estão tentando sobreviver.
A narrativa se desenrola entre o presente e o passado, onde no momento presente, Malorie está saindo do abrigo, depois de quatro anos, com seu filho e filha, que ela treinou de maneira extenuante desde o momento de seu nascimento até ali para que possam escutar e não ver. Elas procuram um lugar melhor. O passado é o que aconteceu até o momento em que ela decidiu sair do abrigo, e porque está sozinha, se no passado morava com várias pessoas corajosas.
A história é intrigante, do começo ao fim. A narrativa faz com que você duvide, com que você reflita e crie diversas teorias sobre o que devem ser o que os personagens chamam de “criaturas”. Porém, aviso: se você pretende descobrir o mistério do que elas são, vai se frustrar. Eu cheguei ao fim e me frustrei imensamente, mas depois de muita reflexão percebi que o foco da história não está em desvendar o que são as criaturas, ou porque as pessoas enlouquecem, e sim na experiência humana diante desses fatores desconhecidos. E durante o livro, o autor explora isso de diversas maneiras.
O livro é bem escrito, e somos colocados diante de diversos personagens: alguns simpatizamos, outros nem tanto. Cada um tem sua personalidade bem marcada, inclusive a da própria Malorie. Vemos uma mulher forte e decidida, mas que tem todos os defeitos de um ser humano normal, já que o autor não foca somente na força das pessoas, mas na sua fraqueza também. Há momentos em que ela precisa tomar decisões, e a medida que a narrativa avança, e podemos observar o seu crescimento como pessoa, entendemos cada vez mais suas escolhas.
O autor consegue explorar bem os aspectos que se propõe dentro do livro, e ambientação é um dos mais importantes. Os locais por onde passa a personagem, ou seus companheiros, são descritos de forma que possamos nos sentir lá. Tudo é muito claustrofóbico, visto que eles precisam passar boa parte do tempo de olhos fechados, principalmente se forem sair de casa (eu não citei, mas a última arma de defesa da humanidade é basicamente fechar os olhos. Se você não vê, você não enlouquece.). E ele descreve muito bem as sensações de ter que viver sempre com medo, sempre de olhos fechados, no escuro, sempre esperando que o próximo passo seja em direção da loucura.
O livro é bem curto, não chega a ter trezentas páginas. A editora fez um bom trabalho gráfico, e não me lembro de nenhum erro destoante na tradução ou de digitação. Para o primeiro livro do autor Josh Maleman, ele fez um excelente trabalho.

FÉ !!!!! 


RFERÊNCIAS

Afinal, o que são os monstros de Bird Box? In: https://www.fatosdesconhecidos.com.br/afinal-o-que-sao-os-monstros-de-bird-box/

Caixa de pássaros. Intriseca. In: https://www.intrinseca.com.br/livro/460/

Bird Box – conheça o real significado do filme. In: https://excellentglobal.com.br/2019/01/04/bird-box-conheca-o-real-significado-do-filme/

 

 FILMES SIMILARES

Fim dos Tempos



Amor em Tempos de Cólera 

 



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Paranoia Coletiva - Aracnoia - Pandorum





Jeremias 9:5

"E zombará cada um do seu amigo e não falam a verdade; ensinam a sua língua a falar a mentira, andam se cansando em agir perversamente."

"Paranoia é um sentimento generalizado de desconfiança dos outros."

Texto base: Paranoia: O que é, sintomas e tipo. In: https://psicoativo.com/2015/12/paranoia-significado-sintomas-tipos.html

A paranoia é a sempre presente sensação de suspeita de que outras pessoas não podem ser confiáveis. Tais sentimentos não são baseados em fatos ou a realidade; insegurança e baixa auto-estima muitas vezes exageram essas emoções.

Normalmente, a paranoia não é vista em crianças, mas na maioria dos casos, começa a se desenvolver no final da adolescência e início da idade adulta. A maioria das pessoas experimentam sentimentos de paranoia geralmente em resposta a uma situação de risco ou em conexão com os sentimentos de insegurança com base nas circunstâncias reais. Esses sentimentos estão relacionados com a ansiedade que as pessoas experimentam em alguns pontos durante suas vidas.

Black Sabbath - "Paranoid"

Histeria Coletiva é o termo comum usado para descrever uma situação em que várias pessoas sofrem de sintomas histéricos semelhantes – ou de uma doença fantasma ou um evento inexplicável.

É um distúrbio psicológico em que um grupo de pessoas passa a ter, ao mesmo tempo, um comportamento estranho ou adoecer sem uma causa aparente. Os surtos de histeria coletiva, também conhecida como doença psicogênica de massa, são mais frequentes em grupos fechados, como alunos de uma mesma escola ou trabalhadores de uma empresa, embora também acometa a população em geral. A doença faz a galera ficar mais ansiosa e perder o controle sobre atos e emoções, além de turbinar os sentidos, como tato, olfato, paladar etc. Mesmo que tudo isso seja coisa da cabeça, os “histéricos” chegam a apresentar sintomas como náusea, tontura, fraqueza, desmaio e falta de ar.

Histeria Coletiva, também conhecida por histeria em massa, é um fenômeno sociopsicológico definido pela manifestação dos mesmos ou semelhantes sintomas histéricos por mais de uma pessoa. Uma manifestação comum de histeria coletiva ocorre quando um grupo de pessoas acredita que sofre de uma doença ou padecimento semelhante.

Sintomas da Paranoia Coletiva

A quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) inclui critérios de diagnóstico para a doença mais grave, desordem de personalidade paranoide. De acordo com o DSM-IV, os indivíduos que sofrem com esse transtorno assumem, com pouca evidência concreta para apoiar a hipótese, de que outros planejam explorar, prejudicar ou enganá-lo; e analisa continuamente as motivações dos amigos, da família, e outros para confirmar as suas dúvidas sobre a sua confiabilidade; espera que os amigos e a família o abandonem em tempos de angústia ou estresse; evita revelar informações pessoais por causa do medo de que isso seja usado contra ele ou ela; interpreta as observações e as ações com conotações ocultas, humilhantes, e ameaçadoras; e não está disposto a perdoar um insulto.

Na década de 1990, o termo “everyday paranoia” (EP) – algo como paranoia diária ou paranoia cotidiana – entrou em uso entre os psicólogos para descrever a ansiedade intensa que estava se tornando predominante na sociedade. A “Paranoia diária” é provocada pelo medo de perder o emprego, sentimentos de inadequação quando se confrontam com um novo relacionamento interpessoal ou romântico, ou insegurança em um casamento ou outro relacionamento de longo prazo.
Baixa auto-estima e sentimentos de insegurança contribuem para a suscetibilidade de uma pessoa para ter paranoia diária. Situações estressantes de insegurança, como vulnerabilidade econômica, medo de divórcio, uma mudança no trabalho e etc também reforçam a paranoia. Quase todo mundo experimenta sentimentos de desconfiança ou insegurança e de fato, a paranoia pode ser um mecanismo para lidar com o infortúnio ou problemas pessoais. Ao invés de ver a situação como “má sorte”, fracasso pessoal ou incompetência, a pessoa paranoica coloca a responsabilidade pelo problema em algum “inimigo”.

Transtorno de Prsonalidade Paranoide. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Transtorno de personalidade paranoide é um transtorno mental caracterizado por paranoia e por um padrão invasivo de desconfiança e suspeitas generalizadas em relação aos outros, interpretando as intenções dos outros como malévolas.[2]
Dentre os possíveis causadores do transtorno estão o excesso de ansiedade, experiências de agressividade frequentes na infância e adolescência (geralmente da família e/ou escola), cultura violenta e fatores genéticos. Se tornam pessoas difíceis de se conviver causando sérios prejuízos a seu desenvolvimento social, acadêmico, profissional e de relacionamentos amorosos saudáveis.

Diagnóstico

Geralmente se manifesta no início da idade adulta e para ser diagnosticado segundo o DSM IV precisa de, no mínimo, quatro dos seguintes critérios[3]:
  1. suspeita, sem fundamento suficiente, de estar sendo explorado, maltratado ou enganado por terceiros;
  2. preocupa-se com dúvidas infundadas acerca da lealdade ou confiabilidade de amigos ou colegas;
  3. reluta em confiar nos outros por um medo infundado de que essas informações possam ser maldosamente usadas contra si;
  4. Interpreta significados ocultos, de caráter humilhante ou ameaçador em observações ou acontecimentos benignos;
  5. Guarda rancores persistentes, relutando em perdoar insultos, injúrias ou deslizes;
  6. Elogios frequentemente são mal interpretados;
  7. Percebe ataques a seu caráter ou reputação que não são visíveis pelos outros e reage rapidamente com raiva ou contra-ataque;
  8. Tem suspeitas recorrentes, sem justificativa, quanto à fidelidade do cônjuge ou parceiro sexual.

Diagnóstico diferencial

É importante ressaltar que não ocorre exclusivamente durante o curso da Esquizofrenia, de um Transtorno do Humor Com Características Psicóticas ou outro Transtorno Psicótico, nem é decorrente dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica geral ou drogas ilegais (como cocaína). Se esses critérios são identificados desde antes do início da Esquizofrenia, também é chamado de ¨Pré-Mórbido¨. Caso a desconfiança não seja um traço persistente da personalidade e envolva alucinações deve ser classificada como esquizofrenia do tipo paranoide e caso envolva delírios deve ser classificada como distúrbio delirante paranóide.


 

GUERRA MUNDIAL Z - Paranoia Coletiva dentro de um surto Psicótico Coletivo Planetário! 
Em Guerra Mundial Z - Uma história oral da guerra dos zumbis (Rocco, 368 pp., R$ 36 – Trad. Rita Vinagre), Max Brooks faz uma paródia dos guias de sobrevivência convencionais e expõe a paranoia coletiva que tomou conta do mundo, em especial dos Estados Unidos, na era Bush. No livro, que dá continuidade ao O guia de sobrevivência a zumbis, o autor adota um tom científico nas entrevistas que conduziu com os sobreviventes do ataque zumbi que quase extinguiu a humanidade. O título deu origem ao filme homônimo que chega aos cinemas em 28 de junho, com Brad Pitt no papel principal. Além de recorrer ao fantástico para traçar um painel das reações humanas diante de crises e tragédias inexplicáveis, Brooks tece comentários sobre temas diversos, como o autoritarismo na China e na União Soviética.

Paranóia de Afranio Peixoto. In: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1944000100009

Há, pois, na paranóia, o terreno anômalo (a autofilia primária) e a persistência deste modo de ser por deficiência de educação e cultura. A autofilia é o fundamento da paranóia e é a inadatabilidade do meio ao seu Eu hipertrofiado, a causa dos primeiros conflitos e da marcha rápida para o completo desequilíbrio.
A vaidade, que se revela pelos artifícios da moda e pelos enfeites na mulher e principalmente no homem, nada mais é que uma compensação de um Eu deficitário ou de uma inferioridade. A presunção é uma ascenção, um grau acima da vaidade e significa a opinião vantajosa sobre si mesmo. Comenta o complexo de inferioridade, demonstrando que não há inferioridade sem compensação (vaidade, presunção, megalomania), fatos estes observados tanto individual como coletivamente. Historiando a evolução da paranóia, analisa os diversos conceitos étio-patogênicos surgidos. Estuda vários fatos históricos mundiais, acontecimentos nacionais, sentimentos como o patriotismo, o orgulho nacional, os mitos populares dentre eles o de "Dom Sebastião", o do "Bandeirante", etc., entrevendo em todos eles a existência de uma paranóia coletiva, cujo fundamento básico parte de um sentimento de inferioridade. Isto o leva a concluir que "a paranóia e suas sub-variedades - desde as formas moderadas da vaidade e da presunção até os delírios de grandeza e perseguição que podem levar à ruina e à morte - não são só individuais. Há também povos fátuos, jactanciosos, delirantes. Pelo mundo, abundam nações queixosas, com complexos de inferioridade, guerreando, delirando, porque pressupõem a grandeza e interpretam a perseguição. Não há hospícios para esses loucos, nem prisão para esses criminosos coletivos.

PANDORUM - Aracnoia, Paranoia Coletiva que aflige pessoas em rede no ambiente da Pandora, ambiente este gerado por várias "pandorinhas" jogando em teia, o ambiente do jogo!

Pandorum significa 'síndrome disfuncional orbital', é uma quadro de SURTO PSICÓTICO COELTIVO que afeta capitães e membros de uma nave que estão convencidos de que sairiam do pesadelo na Terra e chegariam um novo paraíso em Tanis. A Síndrome Orbital Disfuncional é causada pela sensação de solidão e isolamento sofridos pelos astronautas (navegadores) durante suas viagens, sofrendo todos os tipos de alucinações, incluindo sintomas físicos, como tremores ou hemorragias nasais.

Pandorum tambem pode ser uma espécie de sinônimo da caixa Pandora, que de acordo com a mitologia grega, Pandora, foi criada pelos deuses para castigar o desafio de Prometeu, foi responsável pela vinda do mal sobre a Terra.

"Pandorum", o filme começa de uma forma fantástica com um enredo cheio de suspense, claustrofobia e tensão, onde a opressão psicológica e o terror do desconhecido andam de mãos dadas..O protagonista terá que confrontar sua memória fragmentada, a ameaça da síndrome orbital disfuncional (uma loucura que afeta os perdidos no espaço) e as pessoas e monstros que se movem com violência através da nave. 

Dois membros da tripulação de uma nave espacial, o tenente Payton (Dennis Quaid) e Corporal Bower (Ben Foster) despertam em suas câmaras de hibernação, sem se lembrar do que aconteceu: nem quem são, ou o que o seu missão ou por que, aparentemente, eles são os únicos sobreviventes.

O navio ou nave Elysium está em rota para o novo planeta Tanis por muitos anos, está passando por falhas técnicas, aumenta sistemas de tensão causados ​​pela instabilidade do reator nuclear que fornece energia para motores e sistemas para a sobrevivência da tripulação estão limitados , que os impede de entrar na ponte onde eles acreditam que a tripulação original do navio é que vai dizer-lhes o que está acontecendo e que eles devem aliviar pela primeira vez. Apesar de ter energia e ar na sala do navio em que se encontram, Bower acessa os dutos de ventilação para chegar ao reator nuclear, tenta resolver o problema e reconectá-lo para que a porta da cabine possa ser aberta comando do navio.

Depois de sofrer um ataque de claustrofobia começa a sofrer sintomas "disfuncional Síndrome Orbital", uma espécie de doença psicológica (pilotos apelidado como "Pandorum"), que provoca tremores nas mãos, delírio, alucinações, paranóia e violência. Payton fica chocado ao ouvir sobre a doença e fala o primeiro caso: um piloto que matou cinco mil passageiros de outro navio tentando fazer os mesmos anos de viagem atrás, jogando seus bonés de hibernação para o espaço em um procedimento de evacuação emergência, porque ele estava convencido de sofrer da doença, que o vôo foi amaldiçoado e matou toda a tripulação do navio anterior enviado para o planeta Tanis.

 

Como eles se aprofundando nas áreas mais profundas da nave, eles descobrem que não estão sozinhos, e irá revelar o terrível mistério em torno do desaparecimento do resto da tripulação e dos passageiros. Logo você perceberá que permanecer vivo é muito mais importante do que você pode imaginar: é a única maneira de evitar a extinção da raça humana.


PARANOIA COLETIVA A BORDO!!!
PANDORUM!!!