quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Manipulação de menores

MANIPULAÇÃO DE MENOR
(Por O. JR Bentes)


A MANIPULAÇÃO ESTA NA BASE DE TODOS OS CRIMES CONTRA MENORES, ESPECIALMENTE CONTRA MENOR DE 14 ANOS, INCAPAZ.
PROPOSTA PARA O CÓDIGO PENAL:
Art. 218 – C. Manipular menor em jogos de poder, com o intuito de submeter ou subjugar terceiro, obtendo para si ou para outrem vantagem não imediata, que pode ser diversa da sexual ou da financeira.
MANIPULAÇÃO: é a ação voluntária de um agente (um jogador) que utiliza o poder de sugestão para levar outro individuo a agir de acordo com um interesse específico, ou se utiliza de um segundo para manipular um terceiro. Este interesse pode ser comum ou pode ser um interesse apenas do agente manipulador. O individuo manipulado assume um comportamento dirigido tomando como verdadeira uma sugestão que recebeu e nesta sua condição de adscrição a uma atitude de indução exterior que leva ao comportamento equivocado de um terceiro, que na maioria das vezes o leva a cometer um crime. A partir daí o manipulador passa a sujeitar o terceiro para que ela satisfaça todas as suas vontades.
Quanto ao ponto de vista da pessoa manipulada esta considera sempre que está a agir em proteção dos seus interesses e por isso julga estar a ser ajudado de forma positiva quando pode estar apenas sobre o efeito de uma sugestão poderosa, espécie de feitiço ou transe, que inibe a sua capacidade de avaliar as consequências diretas e indiretas da sua ação. Tal pode resultar num dano ou perda graves que têm por vezes consequências manifestamente irreversíveis.
No caso da nossa cidade as meninas menores de 14 anos que são manipuladas nos jogos sociais de poder acabam estigmatizadas como piriguetes para o resto da vida, e não tem trabalho que lhes tirem o estigma. O pior é que na maioria das vezes os manipuladores prometem que a sua situação será resolvida com o tempo. O problema começa que rapidamente se espalha a notícia de que a menina esta “furada” e todos se preparam para serem o próximo da fila. Aonde a menina vai os homens passam a desprezá-la enquanto ser humano e ela tem que se sujeitar a todas as situações
O conceito em si é muito simples e penso que a ideia não é já estranha embora ainda se possam debater com o sentido que eu atribuo à palavra manipulação – que está convencionalmente associada a uma ideia de ação perversa. Em algumas conversas que tive com alguns escrivãos eles manifestaram claramente a consciência da tipificação do crime. A estrutura da narrativa era basicamente a mesma: “A gente sabe, a gente vê na cara do pai ou da mãe que eles estão usando a filha, mas a gente não tem o que fazer pois não tem como enquadrar.” Tudo fica muito claro quando a menina é inquirida isoladamente. Fica muito claro o jogo e a manipulação dos pais em relação a, principalmente, as filhas, que são usadas para que um adulto cometa com elas o crime de estupro, que no caso da nossa cidade; estupro presumido. Na maioria das vezes a menina nem sabe o que é o estupro presumido. Até certo ponto isto é verdade porque de fato a adolescente que é manipulada é levada a agir sem que tenha feito uma escolha racional, ou quando não ela é induzida a acreditar que o tudo é normal e não se constitui crime desde que tudo fique escondido. O seu ato surge como uma concretização que não foi projetada pelo próprio agente dessa ação. Contudo, certos atos que lhes são sugeridos e que são praticados podem dar origem a um processo de ação em que o agente manipulado se vê envolvido, sendo posteriormente obrigado a agir por sua vontade, fazendo então escolhas suas. É o que as torna, na maioria das vezes, piriguetes (pequenas piranhas).

Imaginem, por exemplo, CASO 1, um concorrente a um programa do tipo do “Big Brother”, que não se inscreveu mas foi inscrito pela mulher, que só depois de o inscrever e que o convenceu a participar no programa. Então manipular aqui é no sentido de que a pessoa manipulada não tem consciência que esta sendo usado.
Esta manipulação menor da mulher leva o marido manipulado a um processo que requer que ele faça escolhas, jogue um jogo antes de iniciar o jogo principal.
Se este homem tiver sucesso nesse jogo isto poderá trazer-lhe uma motivação e alguma confiança caso tenha êxito, ganhe uma soma de dinheiro elevada e sinta que foi competente nas escolhas e ações que por si mesmo executou. Este êxito poderá transportar para a sua vida algum orgulho e satisfação, o que muitas vezes pode resultar num novo fôlego para mudanças e melhorias na sua vida.
Uma perspectiva importante é observar o BBB não só como uma RPG, mas como um laboratório.

É muito fácil de perceber a manipulação no BBB, quando um grupo ou uma pessoa, que é mais difícil, usam algum dos participantes para que este tenha um comportamento ou atitude que ou o excluirá ou excluirá outro participante do jogo. A jogada então era induzir ou sugestionar outro participante. Por vezes fica nítido que somente o líder do grupo efetua a jogada sem a consciência dos outros do seu grupo, que só ficam sabem da jogada depois, pois neste caso o segredo e o sigilo da jogada é onde esta a sua eficácia.

Parece me que é difícil que as pessoas vejam o “BBB” como uma RPG onde os participantes não tem que convencer somente o público mas como também e essencialmente o mestre do jogo que é o Pedro Bial. É muito parecido com um processo onde o mestre do jogo é o juiz, magistrado, que em latim, dá no mesmo, mestre.

CASO 2, Na novela Cama-de-gato, as personagem chegaram ao limite, quando pusseram a vida da outra personagem, é o que caracteriza o jogo social, mesmo entre os adulto esses jogos, análogos a uma imensa RPG, onde o limite são: a integridade moral, a integridade física e a vida. Na novela, mesmo que o amigo, Alcindo, tivesse a melhor das boas intenções, e o inferno esta cheio delas, em ajudar e melhorar o comportamento social do amigo e não me parece o caso, em modificar a personalidade e o caráter de, Gustavo, caracterizaria no mínimo como tortura psicológica, com o agravante de formação de quadrilha pois outros personagens, e alguns deles no caso da mulher e do amante com intenções vis, se envolveram na “pegadinha”, brincadeira cretina e sem graça. A cama-de-gato passou do limite quando eles coloram a vida da personagem em risco, e no caso dos amigos deles o jogo fugiu completamente do controle, fato que ocorre muito na vida real. Indivíduos começam uma brincadeira com uma pessoa, a coisa vai tomando um vulto maior, e quando esta tudo fora de controle, os manipuladores fingem que não ouve nada, que é tudo paranóia da pessoa manipulada, e ficam dando tempo ao tempo para que a coisa esfrie e tudo fique por isso mesmo. O cidadão é exposto, a sua intimidade devassada, as suas integridades moral e física postas em cheque, por vezes a própria vida, quando o jogo sai do controle e a forma que os manipuladores encontram de calar a boca dos que sabem do jogo é fazendo pressão psicológica para que todos se calem. Qual a diferença, então, entre pressão psicológica e tortura psicológica!?

Ainda no caso da novela o amigo Alcino, se não me engano, pegou vinte anos, não podendo alegar ignorância dos crimes e nem tão pouco boa vontade.

Vou narra o CASO 3, para tipificar melhor o crime:
Uma certa vendedora da Avon, separada, 30 anos, tem uma filha de treze anos e um namorado de 21. Ela faz uma festa, o namorado leva um amigo de 22 anos. Eles bebem inclusive a menina. A mãe dorme com o namorado, e ela deixa o amigo dormir no quarto da filha. Ao acordar a mãe acorda o amigo o chamando de presunçoso e no café o define como presumido da filha, ele não entende direito e começa a desconfiar. O estranho, para encurtar a estória, é que todos os meses ele gasta 200 reais com produtos da Avon da “senhora”. O rapaz com certeza será enquadrado como estuprador presumido. E a “senhora” mãe!?. Tudo fica implícito entre eles, ele nunca mais mantêm relação com a menina, fica subtendido que se ele não gastar o dinheiro mensalmente, a mãe poderá denunciá-lo ao delegado. Fica evidente que há uma tortura psicológica da mãe em relação não só ao rapaz como também em relação à filha que não pode contar o acontecido, tendo em vista que o interesse da mãe não é a justiça, logicamente. Em algumas vezes o individuo se revolta e dá o troco na mãe, por que não conseguiu suportar a tortura psicológica.

Muitas das vezes não dá para tipificar como exploração sexual, pois o ato aconteceu apenas uma vez e fica difícil a comprovação, mesmo que a vítima não se pronuncia, pois passa por uma espécie de tortura psicológica até os seus 19 anos, qdo já é muito tarde pois já esta muito fundo na realidade do mundo das piriguetes, qdo então elas são abandonadas a sua própria sorte.

Fica aqui um alerta às pessoas conscientes para que nunca provoquem voluntariamente a outra pessoa um castigo que desenvolva nela uma sensação de impotência. É por estas razões e outras que não se deve prender uma criança, gritar com ela, bater-lhe ou ter qualquer tipo de comportamento de descontrole em que a sua realidade seja posta em causa devido a uma incapacidade de se libertar de um sofrimento absolutamente contraditório da sua necessidade de afirmação ou da defesa das suas necessidades básicas de sobrevivência o que incluí tanto a defesa da integridade física como a defesa da sua integridade moral (ou o que quer que lhe queiram chamar)bem como a potenciação de ações vinculadas à satisfação de objetivos nucleares do seu bem estar e conforto. Estas crianças crescem crianças frustrada e complexadas, e em nossa cidade seguem um caminho bem conhecido de todos nós, o que chamo de caminho das piriguetes. É muito comum ouvir o seguinte: “uma vez piriguete, sempre piriguete”.

Trajeto das piriguetes em stm: casa> vizinhança> bairro > orla > signus > arena > meu xodó> ar livre > ar livre vip > satandart > risca faca > casa de conveniência.


Um alerta! Se quisermos o bem de nossas crianças e adolescentes, pensem neles como um programa social coletivo em desenvolvimento. O que lhes dermos a aprender será aquilo que serão capazes de concretizar. Se os maltratarmos, se os abandonamos eles irão construir defesas que possam proteger a sua realidade interior e poderão desencontrar-se das dimensões que articulam a identidade de si mesmos como cidadão ativos no meio envolvente, e serão eternamente sujeitos passivos na sociedade.

Neste jogo subjetivado as ultra-feministas só passam para a vida real qdo elas ganham. Qdo elas perdem, elas fingem que não havia jogo nenhum, e criam uma outra jogada e uma outra mentira, qdo vc desarma a jogada, elas criam outras e mais outras.

CASO 4, em que o ministério público proibiu a apresentação da menina Maísa no programa Sílvio Santos, o que me deixa intrigado é que para outros tipos de trabalho alguns marmanjos com 15,16, 17 anos que na maioria das vezes possuem um porte físico maior que o meu e de muitas outras pessoas não podem trabalhar porque a lei não permite por considerar exploração de menor, mas em um caso destes aquela pobre criança que nem falar direito ainda sabe, é explorada de todas as formas pelo Sílvio Santos, que assustou a menina quando chamou no palco uma pessoa fantasiada de monstro que acabou assustando a pobrezinha por conta disto a sua participação naquela ****** de programa foi proibido, bem feito para ele.

Ficou claro para mim que o Silvio Santos tinha atitudes propositais que faziam a menina chorar. Ele a assustava, falava coisas idiotas (ninguém vai querer casar com você, você é muito chata, é muito chorona, desse jeito não dá, etc) para que ela chorasse e despertasse a reação do público. Para mim se isso não for tortura psicológica eu não sei mais nem o que é O problema nesse caso é a consequência do ato do apresentador, trauma e complexos gerados..

Me espanta muito que os pais dessa garotinha e o publico ali presente não tenham tomado qualquer atitude. O que para mim caracteriza exploração de menor, por todos eles.

No caso da Maísa não podemos dizer que era só exploração, mesmo porque ela recebia muito bem.
O problema disto tudo é que quem lucra em uma situação destas são os próprios pais desta garotinha, ela mesmo nem sabe para que serve dinheiro. Todos lucram com esta situação...os pais...o Sílvio Santos...mas foi somente o ministério público que se preocupou (realmente) com a menina. è triste, mas é minha opinião. Não sabe-se ao certo todas as conseqüências de um trabalho tão sério, realizado por uma pessoa tão jovem, a longo prazo. Mesmo que ela goste muito, esta exposição toda é boa?
Acredito que o SBT, assim como a Globo possuam excelentes psicoterapeutas e psicanalistas.
Só por curiosidade sociológica quero relatar aqui, no nível social, como o jogo funciona.
A analisar a jogada da senhora do destino, posta em prática, ao que me parece, por enquanto pela equipe de marketieros do PT em STM. Ela consistia no seguinte induzir às mulheres de STM a colarem em si a personagem da Maria do Carmo da novela Senhora do Destino. A qual comumente em Fortaleza se designava de” Senhora do Destino dos Cretinos”pois eu e as pessoas com quem convivia analisávamos que a verdadeira, ou melhor dizendo a pseudo senhora do destino era a psicopata da Nazaré que se arrogava o direito de decidir sobre o destino das pessoas, como se ela fosse a deusa, mania de onipotência, para a qual criei o conceito de síndrome de Minerva, quadro complexo em que o individuo, na maioria das vezes mulheres, se considera como a própria deusa dos romanos da justiça e da sabedoria: Minerva, pior que muita das vezes estas mulheres não entendem nada da Ciência Jurídica. Síndrome da falsa superioridade feminina.
Na realidade as ultra-violetas querem substituir a função do Sol, Apolo, mas que na verdade só fazem mau à pele.
Percebi que principalmente as mulheres evangélicas da cidade foram enganadas, quando elas não sabiam verdadeiramente o significado de ser uma feminista, muito menos quem são as ultra-violetas, melhor dizendo as ultra-feministas, que sofrem de problemas psicológicos profundo que beira a psicopatia, quando não a caracteriza. Por exemplo: como elas nunca se questionaram que não existe uma senhora do destino e sim um senhor do destino que é DEUS. Será que elas não sabem que para as feministas roxas, ou violetas, elas são seu próprio Deus, até ai tudo bem. Enquanto elas se considerarem a deusa do destino delas mesmas, tudo bem, dos outros não, muito menos do meu destino, pois não sou nem idiota e nem tampouco cretino. Ai o trocadilho” senhora do destino dos cretinos”. Quando elas passam a acreditar que são senhoras, dos destinos dos indivíduos ou mesmo que pelo princípio da democracia possam construir uma consciência coletiva que substitui a consciência divina, para mim é loucura. A consciência da maioria é a consciência da maioria, é a consciência dos homens, a consciência de Deus é a consciência do todo, e ta ruim de equacionalizá-la. É por isso que muitas correntes ideológicas buscam o consenso. Para algumas religiões você pode ser o seu Deus porque ele esta dentro de você, mas você é a penas o seu Deus dos outros não. Que é o limite de nossa cultura ocidental.
Outro exemplo é o de que para as feministas o modelo de homem é o andrógeno, popularmente chamado de “bichona”, “biba”. Para feministas é só uma questão de escolha da sexualidade, pois nem todas são bi e nem tão pouco homossexuais. Existem muitas heterossexuais, porém para as ultra-feministas ou você se torna uma “bibona” ou você se submete completamente às vontades delas, que dá no mesmo, pois a liberdade sexual para elas não é uma questão de direito de escolha verdadeiramente e sim uma questão de dominação. Estas ultra-feminista perderam completamente a noção. O objetivo mais profundo e escondido é a dominação completa sobre os homens, e o retorno ao princípio feminino, tudo bem que o principio feminino seja restaurado, mas que ele seja o preponderam, ai já é demais. Não estica a baladeira tanto, que ai já é alucinação.
As mulheres evangélicas entraram no jogo sem saber como eram as regras e muito menos quem eram, verdadeiramente suas jogadoras. E agora que desde que terminou a reprise da senhora do destino, da Nazaré, e a Caminho das índias, da Ivone, analisada e re-analisada por psicólogos psicoterapeutas, psiquiatras e psicanalista,s incluindo entre elas psicanalistas evangélicas.
Ta feio com as evangélicas, ainda mais que elas descobriram que na vida real, as atrizes da globo, quando terminam uma novela possuem um psicoterapeuta e um psicanalista para retirarem de si a personagem, e restaurarem os seus verdadeiros eus.
Na vida real quem vai pagar estas sessões de psicanálise para as mulheres santarenas!?
Ao defenderem-se da realidade circundante, que têm papel ameaçador sobre si, as personalidades sofridas das adolescentes de stm, podem gradualmente e subconscientemente passam pôr uma série de atos de defesa e de esquiva a todas as interações estranhas, isto sem um critério de aferição racional ou mesmo intuitivo de quais destas interações possam ou não constrangê-las. Neste processo de afastamento social muitas adolescentes são discriminadas pela simples razão de que, em algum momento a pessoa que se fecha, fez uma consideração negativa (muitas vezes viciada) de uma ou mais pessoas que cruzaram com elas num determinado plano social, nessa medida dá-se um fenômeno de discriminação de todo um conjunto de realidades que reagem naturalmente com a marginalização da pessoa que não parece aceitar o “status” a elas impostas pelo grupo. Isto tudo é o resultado de uma introversão que se prende com dificuldades acrescidas, por parte de uma pessoa já antes mal tratada no seu plano de interação e afirmação familiar.

Todas as pessoas mal tratadas, a não ser que recebam algum tratamento, apoio ou que consigam por si próprias, o que é muito difícil, libertar-se dos traumas que sofreram, acabam por ficar, de alguma forma, debilitadas e incapacitadas. O pior é que muitas das vezes assumem um comportamento de descontrole em que é frequente o abuso e os maus-tratos por outras pessoas, por que é exatamente nestes momentos de desequilíbrio que os aproveitadores agem. É um ciclo vicioso de vitimização e estigmatização de pessoas, que é absolutamente destrutivo para a reinserção destas no jogo social e que leva muitos jogadores passivos, marionetes dos dominadores, a uma situação em que são reféns de um distúrbio que sozinhos dificilmente podem superar a opressão, que em um determinado momento deixa de ser de uma pessoa para a outra e passa a ser da sociedade contra o indivíduo.

A impressão que tenho é que não somente as meninas, como também meninos são levados ao comportamento histérico artificialmente.
Pior é ver mulheres, as vezes casadas com 3 ou 4 filhos tendo o mesmo comportamento. Por que será!?

Deve ser pelo mesmo motivo que faz com que uma “coroa” de mais de 40 anos se regozijar ao ser adjetivada de piriguete qdo o termo correto seria “piranha”. Deve ser por que elas não saem da frequência das adolescentes pois estão concorrendo pelos mesmos homens, incluindo adolescentes, o mesmo tipo de comportamento histérico é percebido em homens adultos, ao meu ver quase afeminados. Ao que segue a estigmatização externa, dos outros, estados, dos paraenses serem: “cornos” afeminados.

É deste comportamento histérico induzido que gerou a adjetivação do Faustão a cerca do caboclo paraense, que “canta com o útero”.

No jogo político-social, nós jogadores manipulamos e são manipulados constantemente, mas para os cidadãos normais o limite são os direitos humanos. É uma das mais ativas formas de jogar o “Jogo” e embora possa parecer estranho e terrível isto é tão natural que muitas vezes é difícil perceber que é exatamente esse o nosso intuito quando comunicamos e partilhamos alguma coisa com alguém.

Gostaria de fazer menção aqui a algumas mulheres que perderam completamente a noção dos limites do jogo, às quais já denominei anteriormente de ultra-violetas, analogia à luz do sol, que elas pretendem assumir o papel dominador. Estas “senhoras”, diluídas no movimento feminista perderam completamente a noção da condição humana e passaram a usar todos indiscriminadamente: pai, mãe, filhos, netas e outros parentes. Gostaria de saber quando, nesta cidade, o ideal e a luta por igual de direitos e de oportunidades se tornou em luta pela dominação das mulheres sobre os homens, idiotizados. A partir da pesquisas de campo percebi este jogo em Santarém um jogo que chamo de: Senhora do Destino dos Cretinos. Tentaram comigo, o único problema é que não sou cretino.

Criei um instrumental próprio para analisar esta realidade: complexo de Aracne, síndrome de minerva, psicopatia arcanidea e o mais complexo; esquizofrenia aracnóide.

- COMPLEXO DE ARACNE – pessoas acometidas destes complexo, tendem a si perceberem como pessoas inferiorizada, e passam, como Aracne no mito em que ela desafia à Atenas, a tecer teias de intrigas para denegrirem a imagem das suas presas. Para a partir daí a sugarem suas vítimas quando elas estiverem anestesiadas e presas na sua teia.

- SIMDROME DE MINERVA (Síndrome da falsa superioridade feminina)– mais complexo, que se constitui num quadro de várias matizes, mas que em síntese se caracteriza como uma síndrome que acomete indivíduos que se acham a própria deusa da justiça e da sabedoria, muito destes indivíduos, em seus “domínios” autoritários e e na rua fazem o papel de defensores da democracia Me parece que a mídia brasileira sofre do mesmo mau, não é a toa que elas, as senhoras do destino, se apropriam do discurso televisivo

- PSICOPATIA ARACNIDEA (coletiva) – No jogo social são indivíduos que atuam em rede, em teia, para pegarem suas vítimas, elas armam suas teias estrategicamente em locais sociais, esperando a queda de suas vítimas. Comumente as chamo de armadeira, em referência às aranhas armadeiras, que na realidade não produzem teias, mas que estão no intermédio entre as aranhas construtoras de teias e os humanos que criam as suas teias de intrigas e armações virtuais, indivíduos pilantras cheios de suas “armações”. A diferença para o termo pilantra, do uso cotidiano dos cidadãos, é que estes agem em bando, em teia, em rede, coletivamente. Um exemplo do cotidiano esta na novela da tarde onde um grupo de “aranhas” apreenderam a personagem Rafael e passaram a drogá-lo para usufruírem dos bens dele e terem uma vida confortável. Sua mulher Cristina, a sogra, Débora e o motorista, Ivan eles agiam em rede, em teia para prenderem a vítima, Rafael.. A droga é equivalente ao veneno da aranha, quando a rainha dá uma ferrada e suga presa bem lentamente para que ela não morra, e possa dia após dia, junto com os filhos e outra aranhas da teia, sugar o seu sangue. É inevitável aqui a analogia com os patrões e os empregados que são sugados até o limite das suas condições de vida,e lógico a personagem do nosso imaginário televisivo: Drácula, que dá a primeira mordida tornando sua vítimas zumbis. E outra mais implícita dos usuários de artame, vulgarmente chamado de “aranha”, que se tornam indivíduos zumbizados na sociedade. Outro exemplo televisivo foi um desenho, se eu não me engano, das garotas super poderosas que combatiam uma louca, que possui um cinto, que hipnotizava e deixa em transe várias mulheres que agiam em rede, e que destruíam as relações familiares, de trabalho e de amizade, e que importante, não eram estabelecida exclusivamente entre homens e mulheres, as loucas destruíam inclusive as relações estabelecidas entre as mulheres, as que se negavam peremptóriamente a coptarem no seu plano megalômano de dominar o mundo. É isto que gostaria de saber quando o projeto das ultra-feministas, ultra-violetas, se desligaram ou passaram a deformar o movimento feministas e passaram a inculcar na cabeça das mais fracas o “máster-plano” de dominação do mundo, me recordo agora ao desenho do Pink e o Cérebro, dois ratinhos que na suas fantásticas criatividades maquineiam, saírem do seu mundinho e conquistarem o mundo. Ainda recordo-me de um filme que assisti no SBT, que se chamava de Invasão das Aranhas, e que encaixa muito bem nesta definição conceitual.

- ESQUIZOFRENIA ARACNÓIDE - esquizofrenia paranóide coletiva – bruxaria- conceito que precisa de aprofundamento, mas que possui algum delineamento. Pretendo utilizar a idéia de transe coletivo como o que ocorria no Hati e que a maioria dos antropólogos conhecem muito bem. Ele consiste na idéia que em determinado momento este indivíduos passam a agir inconscientemente, e logo me vem a cabeça o caso da “mãe”, uma louca, que queria vender a sua filha a um reporte, disfarçado da Globo, por quinhentos reais, e que no dias seguinte quando é desmacarada, parece que entra em transe induzido, e induzido, importante, coletivamente a entrar em transe, e ficava repetindo histericamente,”eu, vender meu orgulho, nunca”, bem típico de psicopatas, que estão no limite da esquizofrenia. Gostaria de ter a oportunidade de oferecer àquela louca dois mil, e espera a reação dela diante das câmeras. Será que ela venderia o orgulho dela!?

Quero frisar que estes conceito serão utilizados para analisar estas pessoas manipuladoras.

Manipular no jogo social entre os adultos é válido e normal, principalmente porque ainda vivemos no sistema capitalista, faz parte do jogo, influenciar é ter sucesso quando nos comunicamos. Não influenciar é falhar a comunicação. Porém utilizar e manipular menores e principalmente incapazes e fazer com que eles façam parte do jogo social precocemente, ao meu ver, é crime.

Estas afirmações podem ser estranhas mas as coisas são assim mesmo. Sempre que uma ideia chega até nós das duas uma, ou nos influencia positivamente ou negativamente, nos manipula.

Somos influenciados a cada momento de consciência e inconsciência da nossa vida e ser influenciado significa apenas que alguma realidade nos foi comunicada, isto claro acontece sempre de forma parcial. Nunca nos é comunicada uma realidade na sua forma absoluta. Somos influenciados por pedaços de realidades, ideias que chegam ao nosso conhecimento e experiência. E pior é que pessoas que deveriam influenciar positivamente a sociedade como um todo dão o mau exemplo, elas sabem como funciona o mecanismo mental humano, e invés de usarem o conhecimento para o bem o deturpam o usando para o mal. O que deveria levara à autonomia leva, cada vez mais a dependência manipuladora.

Não há muito a fazer para evitarmos as constantes influências que chegam até nós, e a nossas crianças e pré-adolescentes, a única coisa que poderíamos fazer para o evitar era isolarmo-nos de tudo e todos mas esta não é uma verdadeira opção. Então à luta e ao cumprimento da nossa função social: a justiça, o equilíbrio e a harmonia social, são a saída O ideal é manter-se concentrado e manter o equilíbrio e a racionalidade ao limite.


Analisando melhor a manipulação depende de uma coisa; o sucesso da transmissão de uma sugestão, e isto acontece quando comunicamos de forma adequada à realidade que recebe a nossa comunicação permitindo que esta aceite a sugestão para o qual é obviamente necessário que a sugestão seja considerada pelo receptor uma boa sugestão, o que é o mesmo que dizer que é adequada ao que quer que seja a sua realidade e a situação à qual se propõe.

Algumas práticas muito comuns de pessoas doentes por manipulação, obcecadas pelo poder e pelo controle é sugestionar indiretamente, pelas costa, quando o receptor não esta atento a fonte emissora, dar indiretas, sem direcionar o discurso, confundido aquele que ouve, o receptor, quando ele não sabe definir se o ponto final, de chegada do discurso é ele mesmo. Outra prática é misturar a conversa para aquele que ouve, para que somente os que estavam interagindo anteriormente saibam a mensagem codificada que esta sendo transmitida, na cara de quem se fala, levando ao ridículo e ao constrangimento público. Outras práticas comuns são: fingir que esta falando ao celular, fingir que conversa e interage com a televisão, com o computador...

O esforço de provar esta adequação é um ónus do agente manipulador e é aqui que está o ardil, é aqui que entra o trabalho de “competência” a nível da manipulação – é sempre preciso mastigar bem quando se quer comer alguma coisa de jeito.
Quando o nível de manipulação chega ao extremo, este indivíduos chegam a levar uma daquelas velhas beatas “insuportáveis”, pelo menos na mente deles, que vivem na igreja a cometer um acto terrorista como explodir a sua igreja porque a Igreja é contra o uso de preservativos. Eles esquecem que o livre arbítrio cabe a cada um, e que se um cidadão acha que usar preservativo faz bem, que ele use, se do contrário, ele não use. Por exemplo sou cristão evangélico e uso preservativos, e nem por isso quero explodir minha igreja, e nem por isso vou ficar obcecado em manipular e convencer as freiras, pastores ou os testemunhos de Jeová.
Sou a favor do aborto até o terceiro mês de gestação , por que entendo que ainda não há vida humana. Porém o risco de que se suborne uma mulher para que ela gere um filho, e venda o embrião em estado de divisão celular é muito grande, quantas mulheres não se submeteriam a isto por 100 mil reais por ano!? Sou contra a pena de morte, porém sou a favor da de caráter perpétuo, mas nem por isso quero explodir minha igreja e nem o Vaticano, e nem tampouco quero mudar completamente os dogmas da minha igreja. Acho que o mais racional quando uma pessoa começa a perceber que os dogmas da sua igreja não suprem aos anseios da sua alma é procurar outra, e há muitas ou construa a suas, ponto final.

Para compreender a manipulação é preciso compreender que ela é uma troca, um contrato implícito, uma transmissão de uma sugestão e é este ponto que tem que ser aprofundado.
A pior coisa no jogo social é jogar com, ou entrar em um jogo com um psicopata, eles não sabem perder e qdo perdem, fazem tudo para provar que não havia jogo nenhum para não pagarem. Qdo eles admitem, esteja sempre atento, pois eles irão armar outra mentira e outra jogada para não se sentirem derrotados.

A sugestão pode ser mais ou menos ampla e pode ser mais ou menos abrangente relativamente às situações a que se dirige. Tendo isto em consideração, podemos fazer uma distinção entre sugestões banais e sugestões preciosas. Como o nome indica a sugestão banal é aquela que transmite ao jogador manipulado o que fazer relativamente a algo sem muita importância ou relevância tendo em consideração a pouca importância ou relevância do interesse que se propõe servir, pelo contrário, a sugestão preciosa transmite um comando ao jogador manipulado relativamente a uma ação que deve praticar e que terá alguma importância tendo em conta o interesse que se propõe servir.

As manipulações introduzem sempre uma sugestão no jogador manipulado, contudo, a manipulação espera o momento da ação, do jogador que foi sugestionado, para se poder afirmar como existente. Se isso não suceder a sugestão não causou o impacto que o jogador manipulador esperava que causasse e portanto a sua comunicação falhou no seu objetivo na medida em que por algum motivo o destinatário resistiu ao seu comando – o que nos indica que a comunicação não passou de uma influência com maior ou menor importância mas que não teve o efeito proposto e muito embora possa vir a ser importante para uma escolha do jogador influenciado, não definiu a prática de um ato.

Por vezes é extremamente difícil saber se se manipulou alguém ou se apenas se influenciou essa pessoa, o mesmo se mantém para quando se foi manipulado por alguém ou se foi influenciado. Mas isto não é um trabalho muito difícil para um bom psicoterapeuta ou psicanalista.

A fronteira que separa uma comunicação manipuladora de uma comunicação influenciadora é por vezes declarada por uma linha muito ténue e quase imperceptível. Mas é certo que as pessoas são manipuladas muito mais vezes do que julgam e manipulam também mais do que se pensar ter consciência. Isto porque embora esta seja fruto de um ato voluntário esse ato é quase inconsciente dado que o assumimos de forma muito natural, como parte do nosso comportamento enquanto jogadores no sistema.

Claramente, no jogo social do capetalismo, os jogadores mais manipulados são os jogadores fracssados e os jogadores menos manipulados são os jogadores de sucesso, isto porque a capacidade de se ter consciência máxima possível, da realidade e o saber de um jogador do seu próprio sucesso é sempre muito superior à do jogador de insucesso, por isso, o jogador de sucesso apresenta mais resistência à maioria das sugestões que lhe são feitas e que são atendidas como meras influências à sua visão das coisas, tendo pouca ou nenhuma importância no momento de tomar decisões e fazer escolhas. Precisamos ser “excludentes”. Assim aprendemos, inconscientemente, como nos darmos bem no sistema capitalista. Por outro lado o jogador de sucesso embora também seja muito resistente a sugestões, só é resistente às sugestões que o incitam a mover-se de forma contrária à sua atitude habitual, pela mesma ordem de ideias que nos demonstram que o jogador falho está sempre sujeito a piorar a sua vida, principalmente econômica, deixando-se sugestionar exatamente pelas ideias que protegem e justificam os seus fracassos.

Utilizaremos agora como texto base, o texto de Daniela Karine Ramos da Universidade Federal de Santa Catarina : Jogos eletrônicos, mídia e educação, par compreendermos como se desenrola o jogo social e como estes indivíduos manipuladores armam as suas teias para aprisionarem suas presas e a compreender melhor como grupos de pessoas que jogavam e jogam RPG levaram os seus “joguinhos” para o dia a dia da sociedade, o único problema destes “joguinhos” é que eles envolvem pessoas que não fazem nem ideia de que foram envolvidos na plataforma, melhor dizendo no ambiente, ou melhor ainda na realidade do jogo. É então que a jogada se torna um crime, muito mais ainda quando envolve incapazes menores de quatorze anos.

O jogo ao contrário censo não encerra fenômenos meramente físicos e biológicos chegando a níveis sensíveis; fisiológico e psicológico.
Diante do importante papel que o jogo exerce sobre o desenvolvimento humano, na nossa sociedade, definimos jogo como ação ou atividade de cunho lúdico, voluntária, orientada por regras definidas, construídas ou em construção que ocorre individual ou coletivamente com um fim em si mesma. Por vezes nos jogos sociais alguns indivíduos passam a fazer parte dos mesmo sem mesmo ter consciência das regras.

Cabe esclarecer que jogo aqui descrito como tradicional refere-se à de acordo com Huizinga (1993, p.16), podemos destacar algumas características do jogo que ajudam na tentativa de formular um conceito; segundo ele o jogo é uma “atividade livre, conscientemente tomada como “não-séria” e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total”.

Diante desse conceito, destacamos que a literatura descreve vários tipos de jogos como: jogos de faz-de-conta que envolvem a representação de papéis e situações imaginárias; jogos de movimento que implicam no domínio do corpo por meio de atividades físicas e movimentos corporais; jogos de lógica baseados em regras, desafios e pensamento, jogos de roda que envolvem um grupo, músicas e movimentos, entre outros (KISHIMOTO, 2001; SEBER, 1997; HUIZINGA, 1993).

Todos os jogos envolvem peculiaridades e características próprias. Diante dessa variedade Kishomoto (2001), descreve que é difícil conceituar o que é jogo, enquanto categoria que dê conta dos diversos tipos e características, o que é reforçado por Huizinga, segundo o qual o jogo “é função de vida, mas não é passível de definição exata em termos lógicos, biológicos ou estéticos” (1993, p. 10).

Além disso, atualmente, ainda temos outro tipo de jogo que são os jogos eletrônicos que combinam diferentes linguagens, o ambiente virtual e multimídia, que combina imagens, sons e textos e podem ser classificados quanto ao tema: ação, esportes, estratégia, luta e RPG (Rolling playing game ) (KRUGER e CRUZ, 2001).

A preocupação aqui com os jogos eletrônicos é justificado pela sua inserção ainda recente na infância e o crescimento acelerado de sua disseminação, que em muitos casos acaba substituindo os jogos “tradicionais”, o que tem preocupado pais, professores e autoridades, devido à sua rápida expansão, e ao fascínio que este tipo de jogo exerce sobre crianças e pré-adolescentes, que são seduzidos por este tipo jogo em rede e acaba os levando para as Lan House, tornando-se pressas fácil para os manipuladores da Internet, e principalmente de pedófilos, que adoram a faixa etária dos 12 aos 14 anos.

REGRAS, VALORES E MORAL SOCIAIS (As regras do jogo)
A própria construção das regras é um jogo.

O processo de construção da moral, das regras e valores sociais pode ser compreendido levando em conta as inter relações humanas e o aspectos da evolutivos sociais. Cabe ressaltar que as regras e os valores sociais, já estão previamente construídos quando a criança e os adolescentes entram no jogos social. Normalmente o adolescente só toma consciência dele lá para os seu 16 anos, isto se ele tiver uma educação sólida, caso contrário isso pode acontecer somente aos 20, 21 anos e ai já é tarde demais para ele decidir sobre o seu papel e função, que foram definidos por outras pessoas. A educação faz com que os indivíduos tomem consciência mais rápido do jogo.. Além disso, é sabido que os aspectos morais e os valores de uma sociedade modificam se com o tempo e podem variar de acordo com a cultura. No caso do Pará, parece que em STM, as pessoas não percebem que passamos da lógica liberal para, no mínimo, uma lógica social-democrata, isto mais claramente desde a CF 1988, hoje as ultra-feministas perderam o seu chão, e precisão substituí-lo o mais urgente possível, pois para as feministas vermelhas o chão era e ainda é o Socialismo, acho que elas, as ultra-feministas devem assimilar a social-democracia.

Diante disso, retomando os aspectos da evolução humana, quando pensamos no processo evolutivo, entendemos que este envolve não só aspectos biológicos, mas também questões sociais, nas quais estão envolvidas a moral, a ética e os valores, que orientam o homem em sua trajetória de transcendência, para além de seus impulsos. Podemos pensar na inteligência, na cooperação e nas regras sociais como fatores que contribuíram para evolução humana, tendo em vista que a força física diante da natureza não era considerada como grandes atributos para sobrevivência humana. Deste modo, a necessidade de formar grupo e conviver mutuamente é que diferencia a espécie humana de outros animais. E, para tanto, valores e regras sociais eram necessárias para garantir a convivência em grupo. Reestruturando o pensamento de Alberoni (2000), na perspectiva genética, a moral relaciona-se com nossa inteligência e sociabilidade as quais nos permitem prolongar nossa sobrevivência. Segundo o mesmo autor, a moral é ao mesmo tempo “expressão da evolução e oposição a ela, continuação e destruição. Porque a continuação advém apenas da destruição, da negação como um pulo à frente, um salto evolutivo. Porque a evolução não é só adaptação, mas também distenção, aceleração, revolução ” É fácil lembrarmos aqui do RPM _ revoluções por minuto.

Para trabalhar as regras morais em uma instância mais restrita que se refere ao desenvolvimento, desde o nascimento da criança, ou seja, a filogênese, resgatamos Piaget que apresenta seus estudos sobre o juízo moral da criança, no livro “O juízo moral na criança”, explicitando, para tanto, os jogos infantis, como o jogo de bolinhas entre meninos que possui um sistema complexo de regras.
As crianças e os adolescentes passam a entender que só qdo eles se tornarem adultos eles poderão entrar no jgo de criar regras sociais.

Qdo somos crianças pensamos que podemos criar individualmente o nome das coisas, e não entendemos que isto é uma convenção social dos adultos.

Segundo Piaget (1994), as regras morais são transmitidas às crianças pelos adultos; sendo assim, a criança já recebe as regras prontas, sem que possa elaborá-las de acordo com suas necessidades e interesses. Esse fato coloca uma dificuldade de análise para distinguir o que provém do conteúdo das regras e o que provém do respeito ao adulto. Por outro lado, quando pensamos nos jogos sociais das crianças há regras que são elaboradas por elas próprias, sem necessariamente estarem relacionadas às regras morais.

Piaget (1994) define quatro estágios sucessivos da prática das regras nos jogos, a partir do estudo dos jogos de bolinhas que ilustram o processo de construção das regras morais:
1. Motor individual: a criança manipula as bolinhas em função do seu desejo e hábitos motores e o jogo é individual.
2. Egocêntrico: a criança recebe do exterior as regras, isso ocorre entre dois e cinco anos, aparece também a imitação e a criança joga, principalmente, sozinha; quando tem parceiro, não procura vencê-los e, consequentemente, não busca uniformizar as maneiras de jogar.
3. Cooperação: a criança procura vencer os parceiros e precisa unificar as regras para exercer o controle; isso ocorre em torno de sete a oito anos.
4. Codificação das regras: nesse estágio as crianças conhecem profundamente o jogo e discutem minuciosamente suas regras. Esta fase aparece em torno dos onze e doze anos (PIAGET, 1994).
No que se refere ao juízo moral, Piaget fala em realismo moral para designar a tendência da criança em considerar “os deveres e os valores a eles relacionados como subsistentes em si, independentes da consciência e se impondo obrigatoriamente, quaisquer que sejam as circunstâncias às quais o indivíduo está preso” (1994, p. 93).

Uma das características descritas diz que o realismo moral é heterônomo, ou seja, apresenta boa obediência à regra e aos adultos. Isso demonstra que a regra “não é absolutamente uma realidade elaborada pela consciência, nem mesmo julgada ou interpretada pela consciência: é dada tal e qual, já pronta, exteriormente à consciência; além disso, é concebida como revelada pelo adulto e imposta por ele” (idem, p. 93). Do mesmo modo, o realismo moral acarreta uma concepção objetiva da responsabilidade; assim, por conseqüência, a criança passa a avaliar os atos não pela intenção, mas pela conformidade material com as regras.

Diante disso, é possível definir duas morais, no desenvolvimento infantil “uma da coação ou da heteronomia e uma moral da cooperação ou da autonomia” (PIAGET, 1994, p. 156). Na moralidade heteronômica, que ocorre antes dos oito anos de idade, a moralidade da criança esta sujeita às leis de outras pessoas do seu mundo significativo, enquanto na moralidade autônoma a criança se sujeita à sua própria lei e de acordo com esta passa a ter experiências emocionais e sentimento de culpa, ao violar as regras morais.

O PAPEL DO JOGO NA CONSTRUÇÃO DAS REGRAS E VALORES SOCIAIS

Os meios de comunicação propõem vários modelos de comportamento e autorizam muitos modos de viver. Cada homem e mulher, atores, representam muito papéis que podem se sobrepor um ao outro (ALBERONI, 2000). Dentre esses meios, destacamos os jogos eletrônico pelo grande potencial midiático utilizado para criar possibilidades de representação de papéis e constituição de mundos virtuais nos quais comportamentos são autorizados e vivenciados pelos jogadores.

Diante das possibilidades que os recursos tecnológicos oferecem para construção de jogos eletrônicos, destacamos que o jogo, de modo geral, é muito importante para o processo de desenvolvimento infantil, pois, segundo Seber (1997), ele permite compreender os diferentes papéis sociais e o contexto no qual a criança está inserida, oferece oportunidade para compreensão das suas experiências e favorece a socialização. O jogo é “uma forma de socialização que prepara a criança para ocupar um lugar na sociedade adulta” (BROUGERE apud KISHIMOTO, 1998, p.147) o que favorece a aquisição de valores e a compreensão do contexto.Segundo Alves (2005, p. 20) “por intermédio das regras construídas nos jogos, as crianças aprendem a negociar, a renunciar à ação impulsiva, a postergar o prazer imediato”.

Nesse sentido, Cabral coloca que os jogos “representam uma atividade lúdica criadora e socializadora, pois transportam crianças e adolescentes para experiências diversas, abrindo lhes as portas para o entendimento da realidade e ajudando-os a construir os valores tomados como próprios” (2004, s/p).

E quando pensamos nos jogos eletrônicos de simulação que fazem uso de aspectos ficcionais para criar uma realidade virtual na qual o jogador exerce um papel e uma função de acordo com as regras estabelecidas. Esses aspectos podem nos remeter à idéia de um faz-de-conta no mundo virtual. Ai esta a sacada das aranhas armadeiras pois elas sabem que isto funciona acho que elas podem ter apreendido isto em uma especialização de psicopedagogia. O problema é que elas nunca perdem pois estão o tempo todo manipulando jogos como deusas, e quando perdem parecem meninas aborrecentes mimadas,e o jogo nunca a caba, pelo menos na cabeça delas.

Diante disso, Cabral (2004) faz referência ao caráter disciplinador dos jogos eletrônicos e os impactos sobre a formação da subjetividade, aspecto relevante na infância. Atualmente, são as “crianças que, cada vez mais precocemente, participam e sofrem a realidade social e emocional do mundo adulto, ao mesmo tempo em que substituem o mundo da fantasia criadora pelo mundo do simulacro” Essas “aranhas” armadeiras manipulam as crianças cada vez mais cedo no jogo, das adolescentes de 16 anos elas passaram para as de 14, e para as de 12, e agora abaixo de 12, onde esta loucura vai parar. O que é isto aqui!? Roma ou a Babilônia, ou como no Avatar, nós abrimos a caixa de pandora e só restou a esperança. Deve ser por isto que algumas técnicas da 5ª URE as designam de psicopedagogentas.

A inserção da criança nesse mundo do jogo eletrônico pode ocorrer concomitantemente com sua inserção nos jogos “tradicionais”, no decorrer do seu processo de desenvolvimento, no qual a criança passa a conhecer e lidar com a realidade humana. Diante disso, Leontiev, fazendo referência aos jogos “tradicionais” destaca-os como atividade importante nesse processo, pois ultrapassa “os estreitos limites da manipulação dos objetos que a cercam, a criança penetra um mundo mais amplo, assimilando-o de forma eficaz” (2001, p. 59). Essa ampliação ‘do mundo também pode ocorrer nos jogos eletrônicos, que podem reproduzir aspectos do mundo real e garantem a possibilidade de interação e manipulação.

Segundo Chateau o jogo de imitação no qual as crianças copiam o adulto “prepara sua vida ulterior de adulto e, jogando com o imaginário, prepara os futuros projeto do engenheiro: a regra arbitrária de jogo acabará introduzindo-se nas regras sociais” (apud ROSAMILHA, 1979, p.53).

O problema é as crianças se acostumarem com este tipo de adulto, que “nunca perde”.
Além disso, é consenso que o jogo tradicional possui função lúdica e pode envolver situações imaginárias que, segundo Leontiev (2001), envolve relações humanas e sociais, o que propicia a subordinação às regras, fator importante para o processo de socialização, o qual se relaciona com o contexto social que a criança participa. Diante desses aspectos, destacamos que os jogos eletrônicos também resguardam características lúdicas e envolvem situações imaginárias que podem mesmo não condizer com a realidade, bem como possuem regras próprias ou, dependendo do jogo, tem a possibilidade do jogador estabelecer e combinar as regras.

Outro ponto a ser relatado é que o jogo eletrônico pode envolver relações humanas e sociais, quando ocorre em rede ou surgem comunidades virtuais que compartilham informações sobre os jogos, dicas e experiências. Nesse sentido, podemos também destacar os jogos em rede, que ocorrem nas conhecidas LAN houses. Nestes espaços são disponibilizados computadores em redes que permitem o jogo na rede entre os usuários ali presentes e outros não presentes que eles nem conhecem. Contraditoriamente ao mundo virtual, cria-se um espaço de convivência social no mundo físico, fortalecendo as relações sociais e a criação de grupos (ABREU, 2003).

Quando a criança joga fantasiando, começa a ser limitada pelos outros ou pela realidade; segundo Rosamilha, ela “começa a sujeitar sua fantasia ao princípio da realidade, ao controle consciente. O jogo é usado para torná-la mestra de si própria” (1979, p. 56). Desse modo podemos concordar com Bystrina de que os jogos “têm finalidade de nos ajudar na adaptação à realidade, além de facilitar sobremaneira o aprendizado, o comportamento cognitivo” (apud ABREU, 2003, p. 02).

Apesar de o jogo aproximar-se da realidade e das regras e valores morais, este é distinto e a criança identifica e distingue os jogos da vida real. Isso porque, segundo Brougere temos uma cultura lúdica que “é um conjunto de procedimentos que permitem tornar o jogo possível [...] que permitem interpretar como jogo atividades que poderiam não ser vistas como tais por outras pessoas” (1998, p. 108).

Do mesmo modo essa cultura lúdica se faz presente nos jogos eletrônicos, pois eles possuem seus procedimentos e regras que os tornam possíveis e permitem que o jogador distinga os jogos e a sua realidade virtual da vida real.

Diante dessas referências intersubjetivas que permitem identificar e distinguir o jogo de outra atividade, segundo Brougere (1998), a criança consegue discriminar um briga de verdade de uma brincadeira, por exemplo. Aqui fica fácil de entender por que para os ingleses e norte-americanos não há diferença entre joga e brincar. O sentido que crianças e adolescentes se acostumem com as regras dos jogos e se acostumem a perder. Pois isso eles usam o verbo To Play para ambas conceitualizações.

A partir disso, destacamos que os jogos eletrônicos reproduzem o real utilizando cores, imagens e movimentos e, muitas vezes, nos informam sobre o mundo, o refaz, transformando-o num espetáculo que permite recriar (interagir) com parte desta realidade virtual (MRECH, 1997).
O jogo, de modo geral, dentre suas característica tem a capacidade de criar ordem e de ele próprio ser ordem, uma vez que o jogo “introduz na confusão da vida e na imperfeição do mundo uma perfeição temporária e limitada, exige uma ordem suprema e absoluta: a menor desobediência a esta “estraga o jogo”, privando-o de seu caráter próprio e de todo e qualquer valor.” (HUIZINGA, 1993, p. 13).

Diante das características e funções dos jogos descritas, Abreu (2003) apresenta os jogos como aproximações com a realidade; por exemplo, no jogo imobiliário é possível enriquecer rapidamente, pois, apesar da aproximação com a realidade, as regras são diferentes, assim como as possibilidades de ação. Essa aproximação com a realidade é ainda mais materealizada nos jogos eletrônicos, que dispõem de recursos multimídia que permitem a interação e, mesmo, coloca o jogador dentro do jogo, quando pensamos nos jogos em primeira pessoa, no qual ele assume o controle sobre o ambiente, como se estivesse dentro do jogo.

Dentre os jogos eletrônicos que possuem regras à revelia das socialmente aceitas, destacamos o Carmageddon um jogo de corrida, “onde os objetivos são bater em seus oponentes, incendiar pessoas, atropelar pedestres e animais e se chocar contra edificações ou objetos espalhados pelas ruas. Quanto mais esses atos são praticados, mais pontos são ganhos” (ABREU, 2003, p. 05). E o Counter Strike que se baseia no confronte entre dois grupos, terroristas e policiais e, dependendo da fase, “existem objetivos tais como implantar/desarmar bombas, fazer/resgatar reféns, matar/proteger o líder, e outros. A cada inimigo morto e a cada objetivo alcançado, o jogador acumula pontos e dinheiro” (GAZETTA et al, 2005, p. 05).

Destacamos, também, o jogo The Sims que simula a vida real, entretanto possui regras diferentes. Segundo Abreu, o usuário não precisa necessariamente se “ater às regras existentes no mundo real, sendo este motivo, talvez, a principal explicação para um sucesso tão grande entre os adeptos de games” (2003, p. 06).

Ainda de acordo com Abreu, a “áurea má dos jogos é um tanto óbvia.
Como tudo o que gera prazer no homem, o jogo também pode se tornar uma compulsão, trazendo prejuízos pessoais ao dependente, podendo culminar até em um quadro de ludopatia” (2003, p.02).
Outro aspecto relacionado aos jogos eletrônicos que exercem influência sobre a formação do juízo moral e sobre a construção dos valores, relaciona-se com os aspectos comerciais, tendo em vista que a indústria não tem fronteiras e nós no Brasil, por exemplo, consumimos jogos produzidos pelos Estados Unidos e Japão. A partir desse aspecto, Cabral (2004, s/p) expõe que para os jogos seremconsumidos em “todos os países e por todas as classes da sociedade, suas idéias e valores assumem caráter abstrato, desterritorializado, desenraizado. Porém, ao se apagar as diferenças, naturalizam-se e perpetuam-se os valores competitivos do presente”. Nesse sentido, os jogos eletrônicos deixam de levar em conta os aspectos culturais que estão relacionados com a formação do juízo moral.

Além disso, quando nos referimos aos jogos eletrônicos, estes apresentam uma realidade virtual descolada do nosso mundo real, que pode superdimensionar alguns aspectos e propor regras e valores morais contraditórios ao que é aceito por nossa sociedade, que são reforçados nos jogos pela pontuação e bom desempenho.

JOGOS EM REDE, INTERNET E EXPOSIÇÃO DE INCAPAZ

O homem tem se adaptado a inúmeras mudanças no decorrer de sua evolução, no entanto nos últimos anos as mudanças têm ocorrido de forma alucinada assim como os padrões do viver humana e, mesmo, aspectos cognitivos, especificamente a forma como cada um vê e aceita a relidade. Nessa perspectiva, os jogos eletrônicos em rede das Lan Houses são extremamente recentes, e exercem grande influência sobre o desenvolvimento humano e são extremamente perigoso para nossas crianças e adolescentes e acabam nos colocam muitas questões. No momento atual que vivemos, convivem pelo menos duas gerações que têm contatos diferenciados com a tecnologia; há aqueles que não têm familiaridade alguma com os jogos da Internet e em rede, que não necessariamente ocorrem em Lan House, como por exemplo as RPGs, que ocorrem em todos os espaços sociais, alguns individuos apenas ouviram falar. Nas minhas pesquisas de campo percebi que pouquíssimas pessoas em Satarém têm consciência de que existe uma parcela da população que joga RPG, esta acabam envolvidas no jogos e nem têm consciência disto. Em Fortaleza, depois de muitos debates e encontros, ficou meio que acordado socialmente, que os jogadores teriam um espaço reservado da cidade para a prática deste jogo, no caso o Centro Cultural Dragão do Mar. Lá é convencionado que em alguns lugares sociais, não é permitido jogar, como: em casa, nas escolas, em templos e igrejas e em hospitais.

Sempre que os adolescentes são pegos jogando, eles são reprimidos, se possuírem algum material, como cartas, dados são recolhidos, e comunicado imediatamente aos pais, e mais importante, os jogadores têm a obrigação de dizer quem é o mestre do jogo.

Mestre é aquele que narra, ou iniciou a narrativa e que controla o jogo. O fato de os obrigar a falarem quem é o mestre, é de suma importância pois permite aos adultos que eles saibam que as regras estão dentro da normalidade social e humana, sem que obrigatoriamente o jogo se encerre. E mesmo que os jogadores, pegues em flagrante delito, podem, e na maioria das vezes, sofrem penalidades pela tribo.

Este aspecto nos leva a refletir sobre a seguinte questão: se, de acordo com os aspectos teóricos apresentados, os pais são os principais transmissores das regras e valores morais, o que ocorre quando estes pais desconhecem as regras e valores que são transmitidos aos seus filhos nos jogos sociais, como por exemplo a permissividade de se manter relação sexual com menores de 14 anos? Um ponto é que as crianças podem discutir e conversar sobre o que jogo apresenta ou tomar esses valores de acordo com suas experiências para relacioná-los com outros aspectos morais transmitidos pelos pais e outros meios. Nossa intenção é chamar a atenção para a necessidade de que os pais observem se os seus filhos estão jogando, conversem sobre isso e discutam com eles, tendo em vista que é comum a mídia divulgar casos nos quais as criança passam grande parte do seu tempo em frente ao computador, fazem contato com pessoas distantes, envolvem-se em grupos e têm acesso a informações desaconselháveis para a sua idade.

Logo, como essa criança ou adolescente lida com os aspectos morais que o jogo trabalha de modo contraditório ao que é aceito pela sociedade? Não temos a intenção de simplificar esta questão, nem afirmar que eles vão achar certo atropelar ou matar pessoas porque essa é a regra para pontuar em um jogo, até mesmo porque há uma cultura lúdica que distingue o que é jogo virtual do que é real.
Entretanto, trazemos a baila essa questão para uma discussão e reflexão sobre o que isso pode influenciar no desenvolvimento, principalmente infantil. Sobretudo, uma questão principal que o estudo dos jogos da internet nos suscita quando presente no processo do desenvolvimento infantil é qual é a sua função no processo de socialização? Quando pensamos em jogos de violência, onde as regras e moral exploradas são contraditórias e a criança exerce o papel do motorista alucinado ou do matador, ou um assassino alucinado que mata qualquer um que esteja em seu caminho, no Control Strike? Será que esses jogos ajudam a compreender o seu mundo e a prepara para a vida?

Essas são questões importantes que precisam ser melhor estudadas, pois fazem parte do cotidiano de muitas pessoas e não somente adolescentes, são ainda muito recentes e podem ter repercussões sobre o desenvolvimento infantil.

Por todo o exposto compreendo que deveria ser, peremptoriamente, proibida a exposição de menor incapaz na internet, não lhes permitindo de nenhum modo o direito do uso dos meios eletrônicos e para os maiores de 14 e menores de 16, se faz necessário o acompanhamento de um adulto, de preferência da família. Caso contrário enquadra-se no mínimo como abandono moral e facilitação, no caso em que os adultos de uma família não têm consciência da presença de um menor de 14 na rede internacional de computadores.

NÃO DEIXE SEU FILHO EXPOSTO NA SELVA ELETRÔNICA

A frase acima é uma analogia à prática de exposição entre os romanos, onde uma criança, ser não “humano”, indesejado era abandonado na floresta. Se ele sobrevivesse seria a vontade dos deuses, caso contrário, também seria a vontade dos deuses.

NÃO DEIXE SEU FILHO EXPOSTO AOS “LOBOS”, AOS “CHACAIS”, AOS “LOBSOMENS”, “VAMPIROS”, “BRUXAS” E PREDADORES DA INTERNET (PSICOPATAS).

O Estatuto da Criança e do Adolescente alcança maioridade, tendo representado ao longo dos últimos anos um divisor de águas quanto ao atendimento infanto-juvenil, considerando que esta lei reafirmou a condição de sujeito de direitos conferida à criança e ao adolescente, respeitando a fase peculiar de desenvolvimento, já prevista no artigo 227, da Constituição Federal de 1988.
Este novo paradigma de atendimento pressupõe um novo olhar em direção a esta parcela da população, qual seja, “criança e adolescente deixam de figurar como objeto de manipulação do mundo adulto” e passam ao patamar de seres humanos especiais, cujos direitos elementares devem ser assegurados, com absoluta prioridade, pela família, pela sociedade, pelacomunidade e pelo Estado, numa verdadeira co-responsabilidade, inclusive quanto à construção de políticas públicas e quanto à destinação privilegiada de recursos públicos.

Diante deste novo modelo de atenção à infanto-adolescência desenhado nesta lei e pautado na normativa internacional, especialmente na “Convenção das Nações Unidas sobre os direitos da Criança”, de 1989, acredita-se que o aniversário do Estatuto deve ser objeto de comemoração pela sociedade brasileira, pois este diploma representa avanço no campo da proteção à criança e ao jovem, enfim, um norte a ser trilhado.
A sociedade, de uma forma geral, vem demonstrando preocupação quanto às crianças e jovens vítimas de toda a sorte de violência, como agressões físicas perpetradas pelos próprios genitores, exploração do trabalho infantil, exploração e abuso sexual, tortura contra jovens submetidos à lei do silêncio para que se submetam completamente às loucuras dos pais, e um mecanismos muito comum pais psicopatas é de silenciá-los para que com o decorrer do tempo eles esqueçam o que aconteceu no passado, e para que eles possam ser reprogramados, e substituam suas memórias reais por memórias virtuais implantase nisso as psicopedagogentas são especialista, as vezes acho que os professores de História nessa cidade se esqueceram de um dito antigo: “um povo sem memória é um povo escravizado e facilmente manipulável etc., mazelas que estão alcançando visibilidade, o que é positivo para uma transformação de consciência coletiva. Contudo, em que pese o arcabouço de proteção descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente, observa-se uma vala existente entre a lei e a realidade vivenciada por parte significativa da população infanto-juvenil, ante a falta de determinação estatal para a organização de retaguarda de atendimento à criança e ao adolescente, seja na esfera das políticas sociais básicas, seja na esfera das políticas supletivas de atendimento. Ou seja, a omissão estatal é visível em todos os setores, na medida em que o Estado deixa de oferecer serviços públicos adequados, eficientes e suficientes para atender à demanda, como se observa pelas notícias veiculadas sobre o atendimento infantil na área de saúde e educação.

Esta letargia do Poder Público perpassa por vários Estados, apresentando-se de forma acirrada no âmbito do Distrito Federal, o que causa vergonha à população da nossa capital, eis que o sistema de atendimento à infância e à juventude do DF acha-se deteriorado, sem investimentos, agonizando e o que é pior, determinando que várias crianças e jovens que necessitam deste atendimento sejam condenados aos espaços de exclusão social. Programas ineficientes, Conselhos Tutelares sem as condições mínimas para desempenhar a sua nobre missão de proteção infanto juvenil, jovens autores de atos infracionais que não são incluídos em programas socioeducativos em virtude da inexistência ou programas desprovidos de recursos materiais e humanos, dentre outras omissões que comprometem o futuro desses seres humanos especiais em situação de vulnerabilidade, em desvantagem social. Respeitar a criança e o adolescente é antes de tudo assegurar prioridade absoluta na elaboração das políticas públicas e no orçamento público. Cumprir as disposições do Estatuto não deve ser apenas um desafio e sim um IDEAL A SER

Não devemos nos sentir culpados pelos nossos erros e assumir uma atitude auto-penitente não muda a situação-problema, apenas nos deixa depressivos. Isso não resolve, não é a solução que buscamos.
Como também não resolve, nos isentarmos de nossas responsabilidades automaticamente através de justificativas "plausíveis", portanto, devemos buscar a clareza de nossos erros e a consciência de que não devemos repeti-los, assumindo a partir daí uma atitude de renovação, como a PHOENIX que renasce das próprias cinzas.
A paranóia de nos fazermos de líder.

CONCLUSÃO

O paper aqui construído não deixa dúvida de que a manipulação de menores em jogos esta na base dos inúmeros crimes contra menores, que vão do aliciamento à pedofilia.

Nossas características enquanto SERES HUMANOS, nossos traços, podem ser empregados por nós de forma positiva ou negativa, para isto temos livre arbítrio. Por exemplo, se somos inteligentes, podemos usar este potencial para construir coisas boas ou para manipular as pessoas, o que, óbvio, não é muito recomendável eticamente.

Vejamos, aqui um significado “nobre”, e a referência aqui é a nobreza de espírito, no "manipular", pois, realçar qualidades em detrimento de defeitos não deixa de ser manipular, para o bem.

Quando exerço e faço uso das palavras, devo saber que o faço consciente da manipulação que elas me permitem, portanto, a pura escolha de uma palavra é, em síntese, uma manipulação.
Liderar é, sem dúvida nenhuma, um ato de manipulação de ideias, conceitos, sentimentos e matérias como se jogássemos um jogo de xadrez.

REFERÊNCIAS:

A manipulação das crianças pelos pais in:

ALMEIDA, André. Entendendo o que é a violência psicológica in:


WIKIPEDIA. Concetio de manipulação, in:

BRETON, Philippe. A MANIPULAÇÃO DA PALAVRA, Editora: Loyola, in:

Como saber manipular as pessoas? in:

CZEPAK, Isabel. COMO PRESERVAR OS FILHOS NA SEPARAÇÃO in: http://www.apase.org.br/94007-opopular.htm

Entenda sobre manipulação de pessoas Natal, Rio Grande do Norte in:

GARDNER, Richard A.O DSM-IV TEM EQUIVALENTE PARA O DIAGNÓSTICO DE SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL (SAP) in:

Manipulação da Criança Pode Causar Síndrome in:

Manipulação e Chantagem in:

O Fermento da Manipulação in:

Quintás, Alfonso López, A Manipulação do Homem através da Linguagem in: http://www.hottopos.com/mp2/alfonso.htm

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